sexta-feira, janeiro 11, 2008

"Basta poder tocar no coração!"

É por isto que eu AMO a minha profissão.

E de repente, depois de assistir a um vídeo de 2m já estou a sonhar!

Torta, és mesmo!

Em conversa comigo:

_ ó mãe eu quéio ixo.

_ Queres isso, se faz favor! Também se usa sabias?

_ Eu quéio ixo e não quéio o xê-faz-favoí!

E com esta última frase cruza os braços e faz beiço. E parece-me que vi ... o pezinho a bater no chão.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

De novo com as mãos sujas

De novo de mãos sujas!

Tenho as minhas mãos sujas de ideias. Gosto tanto!

(este é meu, só meu e não vou vender, quando estiver pronto. Vai direitinho para a minha parede da sala.)

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Descobri (com algum espanto) ...

... que ela já diz a palavra: BARBIE

Primeira consideração: Não me digam que é agora que começa o reino de tudo o que é cor-de-rosa e brilha.
Segunda consideração: Se a primeira for verdade, será que já lhe vou conseguir pôr um gancho/elástico ou qualquer coisa que lhe prenda aquele cabelo?
Terceira Consideração: Eu própria também quero o botão de pausa no tempo. Onde se compra?

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Digam-me (se souberem)...

... onde é que eu tenho a minha cabeça!

Ontem em plena superfície comercial a fazer compras para o jantar, chego à caixa e quando vou a tirar a carteira imaginem o que me sai de dentro da mala:

um frasco de especiarias
um molho de coentros
e um pacote de caldos de peixe

(pois esta alminha em vez de pôr as coisas no cesto, toca de enfiar na mala que é mais simples)

Ora agora imaginem a cara da senhora da caixa, quando me sai da boca esta frase:

_ Olhe que eu não faço a mínima ideia de como isto me veio aqui parar!

Então, passei os minutos seguintes a retirar as coisas da mala e a dizer à senhora o que já era meu e o que era ainda para pagar.

Ela não disse nada. ABSOLUTAMENTE NADA. Se calhar porque eu não parava de me explicar e de lhe dizer que não sabia onde tinha a cabeça para fazer uma coisa daquelas...

Só comigo.

(mas paguei e era essa a minha intenção desde o ínicio ;-))

quinta-feira, janeiro 03, 2008

2007

O ano passou, "devagar, devagarinho e andando".

Embora tenha dito em baixo que o tempo voa, este ano voou menos. Foram 365 dias na terra. Pronto, alguns voos, mas de curta duração.

Não foi um ano bom. Para mim, e para os meus. Foi um ano cheio de notícias imprevistas, cheio de coisas muito estranhas.

Ao passar pelos meus amigos, sinto que todos se despediram deste ano com muita pouca saudade. Sem nenhum pesar. Todos nós depositamos neste ano uma enorme esperança, fé de que tudo possa melhorar.

Eu já recebi duas boas notícias: A gravidez de uma amiga e entrada em vigor da lei do tabaco.

Parece que agora se tornou tudo muito possível e realizável.

Para este ano, tenho alguns projectos e sonhos. Tenho algumas coisas em mente.
De tudo o que quero, peço com mais força e mais vontade paz, fé nas pessoas, saúde e determinação.

EU ACREDITO. Este é um ano positivo!
(pelo menos tem mais um dia que o ano passado... e um dia dá para fazer muita coisa)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Um pouco de ti, minha filha

Tenho escrito muito pouco sobre ti. Também não tenho escrito muito sobre nada. Mas às vezes apetece-me dizer o quanto eu te amo e as palavras não saem. E as que saem soam estranho e nunca desenham o verdadeiro sentimento (redondo, tão redondo).

É como costumo dizer: Tu existes, e isso (apenas isso) reconforta-me, enaltece-me, deixa-me feliz!

Estes últimos tempos não têm sido fáceis. Desde a varicela, que é complicado fazer qualquer coisa: vestir-te, dar-te banho, é complicado comeres, é complicado a hora da cama. Mas também, vistas as coisas, tu sempre foste assim um bocadinho "para o torta" e vem dai muito do teu mistério e encanto.

Falas muito, mas apenas o que queres e se engraças com alguma coisa, repetes vezes sem conta até à exaustão. Como por exemplo: Mamã quéio massa. Só uma, depois não há mais. 'tabém? Depois não há mais. ... E dizes isto até teres o que queres e se não tiveres o que queres há berreiro. E muitas vezes tem mesmo de ser!
Dizes muitas vezes que eu sou má. Eu sou má e tu és bonita. Pois tá claro! Mas depois quando te deitas agarras na minha cara e dás tantos mimos, tantos beijinhos e tantas festinhas que é impossível não adormecer com a alma cheia.

Já tens 2 anos e meio.

Um dia vais perceber, que o tempo... o tempo voa, por isso é para mim tão importante agarrar-me a estes momentos tão especiais que me dás enquanto cresces.

Um beijinho da mãe, que vai agora mesmo cheia de saudades ter contigo.

Anoitecer ...

Para respirar fundo

... do penúltimo dia do ano.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Hoje ...

... entendi a mensagem da matrícula do meu carro.

É que as letrinhas escolhidas para mim são: ET

(eu devo ser a única pessoa neste planeta que tem stesses de trabalho a esta altura do ano....)

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Querida família e amigos

OBRIGADA por todas as prendinhas. Obrigada de coração...

... mas o que eu realmente queria era uma noite inteirinha para dormir. Uma noite só minha...

Queria deitar a cabeça na minha querida almofada e relembrar palavras doces e bonitas, memórias de um dia feliz.

Queria ouvir a melodia do meu coração.

Queria voltar a sonhar!

Queria que essa noite fosse grande o suficiente para me calar os gritos mudos, alguma angústia e cansaço.

Queria que ela me enchesse de mim e de amor e que me devolvesse a força e ânsia pela vida, pela beleza das coisas, pela magia.

Queria que me arrancasse o assim-assim dos dias que passam.

Uma noite, apenas uma, pode fazer toda a diferença!

( Já se passou o Natal? Ou o Natal pode ser hoje quando eu acordar. Será que o Natal pode mesmo ser todos os dias? )

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Porque estamos quase quase no Natal..

... esta vai ali directamente para a minha escolha da semana.



"
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles will be out of sight.

Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles will be miles away.

Here we are as in golden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.

Through the years
We all will be together
If the fates allow,
Hang a shining star
Up above the highest bough,

And have yourself a merry little Christmas now."

segunda-feira, dezembro 17, 2007

O amor

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”"

1 Coríntios 13:4-7

(ainda a minha reflexão sobre a pergunta feita no post desta minha amiga

O urso aos olhos dela

"Ó mamã, é axim: o uxo vem pequinininho e depois ele quexe e quexe e fica do tamanho da cama da titiz. O uxo é mau, o uxo faz bobulhas aqui. Óia, óia as bobulhas que o uxo fez à titiz."

Traduzido: Existe um urso. O urso vem pequeno e cresce durante a noite. Como fica muito grande, do tamanho da cama dela, ela já não cabe lá, tem medo e tem de dormir num outro sítio. Para ela o urso é muito mau, é tão mau que até lhe faz borbulhas (as borbulhas lembram-na da varicela).

E com isto me fico!

(não faço a mínima ideia onde ela foi buscar esta história)

sábado, dezembro 15, 2007

Durante estes dias...

... aconteceram várias coisas dignas de registo:

1- Eu também apanhei varicela e passei uma semaninha no "ai que tenho comichão no corpo todo e não me posso coçar".
2- Ofereceram-me um carro, o carro que eu pedi.
3- Ofereceram-me uma Bimbi, que ainda não parou desde que chegou cá a casa.
4- Aconteceu o improvável: inscrevi-me no fórum dos bimbólicos.
5- Tive umas quantas crises de ansiedade e um ataque de pânico (já lá iam alguns aninhos).
6- Anda um urso à solta cá por casa, que acorda a minha filha todos os dias às 4 da manhã e depois a filha acorda a mãe e a mãe não dorme nada e anda cheia do sono.
7- O urso do ponto anterior, entra no modo transparente durante o dia e eu ainda não o consegui apanhar (ai que se o apanho ele leva uma coça).
8- A minha rica filha aprendeu a enfiar-se debaixo da cama e eu demoro cerca de hora e meia a conseguir arranjá-la até conseguir sair de casa.
9- Ao fim de um ano sem rádio no carro, consegui finalmente voltar a ouvir a voz do Pedro Ribeiro pela manhã.
10- Ainda não tenho nenhuma prenda para oferecer no Natal.
11- A minha mãe vai-se casar.
12- Eu vou ser madrinha dela.
13- A minha filha chamou-me de MEU AMOR e eu senti-me tão completa!

...e a vida continua...

estamos quase no Natal!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

I've got you under my skin

Como posso eu devolver todo o carinho, atenção e palavras de afecto, que ao longo destes dias me têm chegado, por e-mail, aqui neste cantinho, pelo telefone ou mesmo pessoalmente?

Palavras que me tocam e me mostram que se existem pessoas más, também existem pessoas muito boas. Não sou de grandes teimosias e normalmente reconsidero quando me expõem os problemas de outra forma.

Na verdade, tenho muita saudade deste meu espaço de partilha, desta minha janela (conscientemente) aberta para o Mundo.
Todas as palavras que aqui chegam são lidas, pensadas e sentidas.

Este blogue afinal não acabou.

Um muito Obrigada a todos os que nos acompanham e nos aquecem muito nestes dias frios.

Amanhã é um novo dia.
Até já!

quarta-feira, novembro 28, 2007

Fim

Porque sim.
Porque ontem perdi a fé na humanidade.
Porque há pessoas más.
Porque há pessoas com má fé.

Porque fiquei com medo, que pessoas assim possam fazer mal ao que de mais precioso tenho na vida: a minha filha.

Tenho fé que um dia volte, que um dia esta mágoa acalme e que a vontade de escrever ganhe. A vontade de escrever livremente. Será que ainda o conseguimos fazer em pleno sec XXI?

(Estamos bem)

Até uma próxima

segunda-feira, novembro 26, 2007

Chego à minha rua...

... e sinto aquele cheiro bom da terra e da lenha. Abro o portão de casa e oiço a vizinha a chamar-me.

Vejo-a com uma enorme abóbora na mão. Diz-me que é para a sopinha da minha Bi.

Fico tão feliz com estes pequenos gestos. Sinto que pertenço mesmo ali.

Abro a porta e lembro-me que já fiz a árvore de Natal. Imagino a casa cheia, o calor do fogão, o cheiro dos assados...

... afinal eu também gosto do Outono.

Mais um dia especial

...Ontem o Gonçalo nasceu.

Parabéns aos papás e à linda Filipa. Estou aqui em pulgas para saber pormenores...

sexta-feira, novembro 23, 2007

Diálogos

(para mais tarde recordar)

Eu: Vou ligar para o Pai Natal.
(pego no telefone e simulo uma conversa, a pedir para ele ir lá a casa levar presentes no Natal)

Eu: Pronto Beatriz, confirmado. Ele vem cá a casa.

Ela com os olhos muito esbugalhados: Ó MÃE NÃO QUÉIO... EU TENHO MEDO!


...


Ela de bebé ao colo: Ponto bebé, ponto... já passou.

Eu: Então mas o que é que o bebé tem?

Ela: Bobulhas mãe, muitas bobulhas. A titiz tá a pôr pomada!


...

Às 4 da manhã acorda aos gritos a chamar por mim

Eu: Sim filha

Ela: Ó mãe o Leão não é mau?

Eu: Não filha, o Leão é bonzinho.

Ela: Ah ponto, até amanhã!

Adormeceu no segundo a seguir.


...

Às 8 da manhã

Eu: Beatriz vamos vestir para irmos para o colégio.

Ela: Não. Eu vou para a piscina!

terça-feira, novembro 20, 2007

Ó mãe a Titiz tá cheia de borboletas!

Efeitos da Varicela

... depois lá descobriu que não era borboletas, mas sim borbulhas e passou os dias a dizer: Não é borboletas é borbulhas, xim???? ou mesmo "óooo a titiz tem doi-doíííís, a titiz tem borbulhas, põe pomada mãe, põe pomada.

Agora estamos mesmo na recta final. Tenho muito que agradecer o facto de a minha mãe ter passado os três dias piores com ela. Obrigada mãe!

Ela fez dois dias de febre, e deixou de comer (tudo). Deixou mesmo de comer.
É uma doença chata como o caraças... bolas! E conseguir passar não sei quantos dias fechada em casa é outro problema. Ela já pede para ir ao parque e ir para o colégio...

bem, está quase. O pior já passou!

(assim visto de perto, a foto tem algumas semelhanças com a que coloquei em baixo do sitemeter :-))))

Adenda: Já respondendo às 10 pessoas que me pediram mais fotografias!

sexta-feira, novembro 16, 2007

E a pergunta é...

... o que será que um Japonês entende do meu blog?

E a pergunta é...
já estou fartinha de rir com isto!!!!

terça-feira, novembro 13, 2007

Afinal...

e como diz a Lúcia (;-)):


THE VARICELA IS IN THE HOUSE



(primeira vez que vejo borbulhas que desaparecem, voltarem a aparecer e a reproduzirem-se a uma grande velocidade)

Adenda: Já disse que estou cheia de comichões????

Adenda1: Sinto-me na obrigação de explicar isto: Não sou eu que tenho varicela. É ela. Eu é que como nunca tive já estou com sugestão e tenho comichões. Se vou vir a ter ou não, isso já não sei...

segunda-feira, novembro 12, 2007

Um objecto (pouco) especial

Tenho comigo um trabalho que fiz no mês de Agosto. Um trabalho que foi um dos maiores desafios que tive a nível profissional. Não porque esteja particularmente bem feito, mas porque exigiu muito de mim. Muitas horas, muitas noites sem dormir. Muitas dores de cabeça... muitos mal entendidos. Muita coisa muito pouco boa.

Tenho-o comigo, um dos milhares de exemplares espalhados pelo país e a sensação não é a de orgulho. É uma sensação angustiante de quem olha para uma coisa e não a reconhece. É uma sensação de falta de amor. Muitas coisas foram alteradas, desde a última maquete e eu tive a surpresa de ver o que ficou e o que não ficou.

Consigo entender o valor que dou aos objectos. Desta vez consigo sair de mim e perceber nitidamente o que aqui correu mal. O que me fez no meio do sucesso sentir-me assim, assim-mais-ou-menos-qualquer-coisa. É que ele tirou de mim, os mimos da minha filha, tirou-me a festinha quando me deito. As brincadeiras no banho. Ele tirou de mim, um jantar com o meu marido, tirou-me o café com a amiga. Tirou-me o pequeno almoço de manhã. Tirou-me o passeio sossegado com o meu cão. Tirou-me o amor que tenho pelas minhas coisas e no fim não ouvi, nem PARABÉNS, nem OBRIGADO, nem BOM TRABALHO, nem o raio que me parta. Não ouvi nenhuma dessas palavras. Hoje entendo que essas palavras não existem naquele mundo e que eu prefiro o meu desengonçado e imperfeito, feito com choros e birras. Prefiro, 1000 vezes...

Eu escolho o amor.

(e fica aqui a quem deve, o meu muito obrigada e um queijo!)

False Alarm

Pois é, foi falso alarme. As borbulhas da Bi desapareceram e as do Rodrigo já existiam há uma semana (a médica olhou para elas e riu-se). A pessoa que está mais perto da varicela lá em casa sou eu, desde que me nasceu uma ENORME borbulha no centro da minha bochecha.

sábado, novembro 10, 2007

Raciocinio

A Constança está com Varicela.

O Rodrigo veio hoje para casa à hora de almoço, porque já tinha 2 borbulhas.

A Beatriz acabou o dia com 5 suspeitas borbulhas e hoje por duas vezes fez chichi nas cuecas (coisa que já não acontecia há muito muito tempo).

Já estou a prever a semana que vem.
Eu e o Pedro não tivemos varicela em pequeninos. BIGGGG PROBLEMMMMMMM....

quarta-feira, novembro 07, 2007

E como o carro está pronto...

(no seguimento do post anterior) ... ontem fiquei com a tampa do tambor da máquina de lavar roupa na mão.

O carro está pronto

... completamente curado da primeira mazela. Mas (há sempre um mas) agora tem uma nova.
Cada vez que ligo um pisca, ligo os máximos.

Ando dividida entre ouvir nomes do gajo da frente, ou ouvir nomes do gajo de trás.

Sim, porque se ligo o pisca faço sinais de luzes ao carro da frente. Se não ligo o pisca para não fazer sinais de luzes ao carro da frente, chateio o carro de trás.

Como vêm, o mal não é das mulheres ao volante. O mal é dos incompetentes dos homens que arranjaram o meu carro.

(e isto não é má vontade de não o querer mais... ou se calhar é só um bocadinho)

Penso em ti Susana...

... cada vez que a Beatriz fecha a boca e me diz xupinha não, xupinha não. E eu sento-me ali a inventar coisas e argumentos para que ela coma a sopa. E não come. Não come mesmo. Mas não come a sopa nem as batatas, nem nada de jeito.

Depois lembro-me de termos uma conversa em frente ao colégio delas onde tu dizias tudo isto e eu a pensar que tinha de existir alguma solução. Nos filhos dos outros parece sempre muito mais fácil.

A minha agora não come e eu fico cá com um stress. Chego a estar 1 hora e meia para ela comer algumas colheres de alguma coisa.
Há dois dias que mudei a nossa hora de jantar para as 7 e pouco e ela sentada connosco lá come umas coisas. Mas para eu conseguir o jantar para todos a essa hora, hora em que ela ainda come é obra.

Hoje cheguei ao colégio e a Ana diz-me que ela come tudo e ainda pede mais. E ela ainda me diz que no cuégio xupinha com a Ana.

Por isso, falta de apetite não é. É manha. E manha vem e vai, não é?

segunda-feira, novembro 05, 2007

Há dias em que me lembro muito disto

"Ser mãe é mudar o coração de casa."

(dias em que me fecho mais em mim. dias em que me apetecia fechar esta porta. Mas são apenas dias...)

terça-feira, outubro 30, 2007

Pronto. Ganhei coragem.

Estou a 15 metros do dentista. Com consulta marcada. Espero (ansiosamente) pelas 18H30, hora da minha consulta.

O maravilhoso de tudo isto, é poder estar a assistir a um maravilhoso (quase) pôr-do-sol, enquanto tento entender o que sinto. O que vou fazer, já era para ter sido feito há muito tempo, arrancar mais um dente do siso que não está aqui a fazer nada a não ser complicar-me a vida, mas istoainda está muito fresco na minha memória e já passou mais de um ano. Mas o que tem de ser tem muita força e enquanto não entro dentro daquela sala, estou a comer bolos até mais não...

(se não der notícias brevemente, comecem a ler jornais e a procurar coisas bizarras que acontecem dentro de consultórios dentários...ui.... eu estou cheiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaa de MEDO.)

Adenda: Estou viva, mastigo e tudo! (Nada comparado com o ano passado)

sábado, outubro 27, 2007

Uma das maiores maravilhas da maternidade...

... é descobrir que o amor tem infinitas possibilidades!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Não tenho o meu carro há 28 dias

O choque inicial foi grande. Saber que o ia ficar sem o meu 4 rodas durante algum tempo, começar a pensar como ia fazer a minha vida sem carro, levar e buscar a Bi ao colégio, vir para o trabalho era para mim um problema enorme. Mas como ia de férias, não me preocupei muito. Quando cheguei o choque maior foi saber quanto ia ser o arranjo, se não tivesse já ido de férias provavelmente já não iria, pois o orçamento vai para a casa dos 4 dígitos (segunda vez no mesmo ano).

Depois tive um grande amigo que me ofereceu o seu carro para andar enquanto o meu estava a arranjar, mas para sorte das sortes, o outro dele teve de ir pintar e depois avariou também e ele próprio precisou do carro que me ia emprestar.

Entretanto a peça que o carro precisa é tão xpto que está esgotava.

A minha querida prima teve pena de mim e emprestou-me o dela e ela anda de carro em carro da empresa, utiliza o que está disponível.

Mas o giro disto tudo, é que eu adoro o carro dela. Eh eh... ontem alguém me disse assim:

Ficas mesmo bem dentro desse carro.

E não é que eu me sinto mesmo bem com ele. Por isso, já não quero o meu. Não quero, não quero. Quando o senhor da oficina me disser o valor final eu vou-lhe responder: VENDIDO. E quando a minha prima me pedir o carro eu vou dizer que NÃO EMPRESTO.

E vou fazer como a minha filha, uma birrinha aqui, um choradinho ali... beiço... e mais beiço, podia ser que alguém me fizesse a vontade ou que viesse um igual no sapatinho.

(eu sou a favor daquela máxima: quando vais pedir, já que o vais fazer então pede logo tudo. Assim não tens de pedir mais vezes)

A nossa Lua



Nunca foi menina de difíceis adaptações. Foi chorona e é selectiva, mas considero-a de fácil adaptação.

Este ano, a minha pequena princesa, ficou sem a sua Lua. A auxiliar que esteve com ela desde os 5 meses. Fiquei triste quando soube da notícia, até porque não concordei muito com a decisão, mas como tudo na vida, basta deixar passar o tempo e todos nos adaptamos às novas rotinas. A educadora Marta e agora a Ana que nos acompanham fazem (claro) um óptimo trabalho. Isto não tem bem a ver com preferências (e isto por favor que fique bem claro, não queria nada ser mal interpretada). Tem a ver com afectos que se criam com a convivência. Tem a ver com cumplicidades!

A mudança fez-se calmamente e ela explicou-me lá no espanhol dela que a "Lua está com os quexidos". E eu disse-lhe que assim ela tinha ganho mais uma grande amiga, a Ana que agora está na salinha dela e a Lua nunca iria deixar de estar com ela. Ela ouviu, eu sei que ouviu.

A verdade é que já há várias noites que acorda com pesadelos e a chamar pela Lua, pela Úxia. Dorme e chama por ela... depois chora, chora e acorda a meio da noite meia acelerada. Isto não acontece sempre, mas já aconteceu várias vezes.

O que eu não entendo é como é que eu explico a uma menina de 2 anos, que a vida é assim? Que a Lua gosta à mesma dela e que ela está lá para ela?

Como é que se explica uma "perda" aos 2 anos?

E as pessoas que falam comigo que dizem que aos dois anos isso não se sente, essas pessoas não acordam às 3 da manhã com uma menina lavada em lágrimas, que já fala e já se explica.

terça-feira, outubro 23, 2007

Suspiro




Para acalmar... música, muita música!

(Temos uma Portuguesa, Sofia Escobar, no papel principal do "The Phantom of the Opera" em Londres)

Apenas 15 dias depois de vir de férias...

... num espírito muito zen, o zen foi-se embora e deixou-me a ira.

Já estou aqui que nem posso e apetece-me mesmo bater em alguém...

aíiiiiiiiiiiiiiiiiiiii


(eu vou voltar para a Jamaica, ai vou, vou!)

Antes de dormir...

... depois de lhe ter dado um beijinho de boa noite ela vira-se para mim e diz-me:

_Mamã, eu quéio daí um beixinho a Xejús.

:-)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Dou por mim...

... a repetir tudo o que ela diz. Assim mesmo à papagaia. Mas depois de observar um pouco a nossa espécie, reparo que não sou só eu, são muitas mães que o fazem. Na altura em que os nossos filhos começam a falar e a dizer aquelas graças todas, existe uma enorme necessidade de tradução para os outros...

É muito giro. Ontem no restaurante onde eu estava, eramos 3 mães de filhos da mesma idade.

Um dizia: óia o ge"#$"%%&/ e a mãe: pois é, o gelado!
O outro dizia: pi#$%atitis e a mãe: pois os piratinhas, a mãe sabe!

Então damos por nós a abanar a cabeça a rirmo-nos sozinhas e a participar num filme que só as mães conseguem legendar.

Muito giro, esta fase é deliciosa! (embora dê por mim a fazer figurinhas muito parvinhas, mas pelo menos são figurinhas parvinhas que sabem bem e me deixam de sorriso plantado na boca)

A maior frase até hoje

ÓOOOOOO pai a mala não é tua, a mala é minha!


(quando toca aos seus pertences, não há cá falatório em espanhol, é em Português CORRECTO)

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos

A Jamaica a meus olhos


Férias Outubro 2007
(post em constante actualização)

quarta-feira, outubro 17, 2007

No problem, yah man!

O lema da Jamaica, aqui ainda no meu ouvido.

Férias que souberam a férias, assim muito neste ritmo...



(e não ponho aqui um vídeo do Bob Marley porque ouvi tanto, tanto, tanto que já não dá para ouvir mais, mas trago uma rasta no cabelo)

quarta-feira, setembro 26, 2007

Foi bom...

ai... sem palavras

The Police - ao vivo Estádio Jamor

...achei um bocadinho paradinho, mas a qualidade é inquestionável!

(e bem que já me fazia falta um concerto de estádio... ao ar ... livre)

segunda-feira, setembro 24, 2007

As crianças Nham, Nham, Nham

Em pleno momento de trabalho alguém se sai com esta:

_É pá, é que eu não gosto mesmo nada de crianças Nham, Nham, Nham...

E aqui esta cabecita que já precisa tanto de férias, começou a fervilhar uma série de ideias e ainda não muito convencida tentei perceber o que são as crianças Nham, Nham.
Então juntando várias descrições comecei a perceber que eram as crianças que diziam muitos diminutivos, que se agarravam muito à saia da mãe, que por uma razão ou por outra não são tão independentes ou devo eu dizer: são despegadas.

Aquilo até podia ser dito de outra maneira, mas não foi. Foi dito assim com uma certeza inabalável do que era bom e do que era mau.

Eu não consigo ter estas certezas na minha vida. Incomodou-me e fiquei sem diálogo o resto do dia.

Tenho uma amiga que escreveu no outro dia um texto sobre crianças que dizem muitos diminutivos ou melhor, pais que falam com os filhos com diminutivos. Mas, da forma como ela explicou, da forma como o escreveu (ou talvez por a conhecer), não me soou mal. Percebi a ideia, não me chocou. Não concordo na totalidade, mas consigo respeitar a opinião dela.

Como este tipo de assuntos têm vindo à baila, passam por aqui e por ali, numa conversa de café, num assunto mais sério, ou apenas exposto num blog para o mundo ler achei que chegou a minha vez de opinar.

Tenho a sensação que alguns pais querem que os filhos sejam o que eles querem e se esquecem muitas vezes daquilo que eles já são.

Sim, porque eles já são!

Por exemplo, eu adoro a minha filha, mais do que eu a amo, não a ama ninguém, mas tenho consciência que já mudei muito para me adaptar à sua maneira de ser. Aprendi a ser mais paciente. Mudei, cresci. Ela é uma criança muito activa, adora tudo o que seja movimento, correria, barulho, festas, etc. Ora eu gosto muito de lhe ler histórias, mas sei que ela só vai ouvir a primeira folha. As restantes são passadas assim todas muito depressa até chegar à última e ela dizer: JÁ TÁ! ÓOOOO ACABOU!
E passamos ao outro livro e a outro e a outro e à estante toda. Eu gosto muito de pintar e desenhar e ela só se for nas paredes, porque não me parece muito interessada no assunto. Ainda esta semana, a realizar um trabalho para a escola, ela com 20 pincéis à frente escolheu logo o tubo da cola. Pronto. Não insisto, vamos lá dançar ou ouvir o sapo mais 500 vezes.

Isto para dizer que ela é uma criança como todas as outras, mas que tem já alguns gostos, algumas coisas que prefere fazer.
Ora eu quando lhe falo num carro e ela me diz popó, eu não acho aquilo nada errado. O popó é um carro, o popó do menino ou da menina, que quando crescer vai ser o carro. Sim, porque mesmo falando em popós eu acredito que aos 18 anos ela já fale em carros. E sei inclusive, que mesmo falando em popós se alguém lhe perguntar onde está o carro ela sabe com toda a certeza.

É pá e agora pergunto eu, que mal é que tem isto? E se o mundo fosse feito de popós e de chichas e de nuvens cor-de-rosa, sóis azuis e tudo o que a nossa imaginação quiser...

Um dia ela vai crescer, os popós vão ser carros e as chichas vão ser carne, ela vai descobrir que não se pode andar em cima das nuvens.

Por enquanto eu apenas quero que ela seja uma criança... Nham, nham, nham, ou muito independente? Não sei, não penso muito nisso, dou-lhe o que tenho e apenas quero que ela seja feliz.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Dia especial

Hoje ela foi pela primeira vez de cuecas para a escola.

E eu ainda não telefonei para lá, mas estou TÃAAAAAAOOOOOOOOOOO curiosa. Gostava de ser uma mosquinha!

Adenda: Dia 1 totalmente seco. Não estava à espera. ;-)

sexta-feira, setembro 14, 2007

Recordar

Recordar

"A beleza poderá ser o que não tem a ver com a aparência, mas, sim, o que numa pessoa vem sinalizar a sua capacidade de se deixar olhar e mergulhar em transparência."

Eduardo Prado Coelho

quinta-feira, setembro 13, 2007

Estava em draft (o primeiro draft da minha vida)

Há coisas pelas quais nunca deveriamos ter que passar. Uma delas é sem dúvida, ver os que amamos sofrer. É um sentimento de impotência muito grande. É uma dupla dor.

Domingo a caminho do hospital, dentro do carro, passou-me tanta coisa pela cabeça. Tanta... senti que a vida, a mesma que nos proporciona momentos de muita alegria, também nos trás momentos de pura angústia, descontrolo. Entre a tua mão na minha e a imagem da rua, com a velocidade do carro, tantas dúvidas, tantas perguntas (Porquê meu DEUS? Porquê?). Entre nós os segundos de outras vidas. Nestas alturas tudo se resume à verdadeira essência, a luta pela sobrevivência.

Depois de tudo passar, depois de soro, hospitais, médicos, comprimidos, sobrou o abraço.

Um abraço forte, sentido. Um abraço de amiga: UM Adoro-te e um NÃO vivo sem ti!

E hoje...

.... acordei à cabeçada com o Nenuco.

Como? Simples. Ela de vez em quando tem uns ataques de pura má disposição e então substituiu os beijinhos por cacetadas na minha cabeça com o boneco.

_ACODA, ACODA... NUM QUEIO ITO, NUM QUEIO ITO (beiço...) ... ANDA BINCÁI.

Mãe sofre.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Eu e minha obsessão por donuts

Tinha acabado de sair do colégio da Bi, atrasada como sempre, mas ao ver a bomba de gasolina não resisti em parar para comprar um Donuts, fresquinho... adoro! Cada vez que penso neles até me vem água à boca.

Já na bomba parei à espera que o carro da frente andasse, para eu estacionar ao pé da caixa, quando de repente o vejo a colocar a marcha atrás. Pensei em tanta coisa ao mesmo tempo, mas se tentar ordenar os pensamentos seria mais ou menos assim:

1- Este gajo está a pôr marcha atrás mas já me deve ter visto, claro!
2- Ou se calhar não viu...
3- Ai, não acredito (faz marcha atrás rita, faz marcha atrás depressa....)
4- buzina, onde é que está a buzina...


PUM!

5- F***** (desculpem eu sei que isto não se pensa, nem se diz, mas ocorreu-me a sério)
6- Vou sair do carro com muita calma e perguntar-lhe se ele não tem espelho retrovisor.

(Depois da coisa resolvida ainda tive tempo para um último pensamento)

7- Será que é desta que me vão deixar comer o raio do Donuts?

Boa maneira de começar o dia, com uma pancadinha de amor! ai....

sexta-feira, setembro 07, 2007

Afinal, descobri que o problema é MEU!

Há uns dias que me preocupava o facto do meu cão não querer comer. Ele que sempre devorou a comida em menos de 30 segundos. Começou por olhar para o prato e depois olhava para mim à espera da ordem para comer. E eu dizia: come Tobias, come! Ele, nada. Só depois de 50 comes, incluindo alguns da Beatriz é que ele lá comia, muito contrariado. Focinho caído, posso mesmo dizer que andava amuado.

Há algumas semanas que reparava que quando a minha tia lá estava em casa, o resto da comida da Beatriz, por ter pouco sal, ia parar ao prato do cão, que se lambia desmesuradamente só com a possibilidade de lhe calhar uma massita ou outra.

Depois da preocupação, começou a desconfiança de que ele não estaria doente, mas sim amuado de comer apenas ração (abano a cabeça e digo que não pode ser... não pode mesmo ser). Porque não o vejo mirrado, nem enfezado, mas vejo um cão saudável e com 40 K, decidi por em prática o plano B. Cheguei a casa e comecei a fazer comer para ele. Arroz com frango.

Passados poucos minutos percebo que ele percebe. E ele percebe que eu estou a perceber.

Eu a cozinhar e os 40 K a meus pés. Uma língua de fora...

Enchi-lhe a taça de comer. A greve de fome acabou naquele minuto. O prato ficou vazio e eu com mais uma tarefa diária.

É QUE ATÉ O CÃO EU HABITUO MAL. O PROBLEMA É DEFINITIVAMENTE MEU.

Cartão de visita

Ontem ao tentar perceber o que ia escrever no meu cartão de visita, surgiram-me muitas dúvidas, sobre o que seria mais correcto.

Podia ser o nome e depois por baixo, em letras pequenas:

Mulher e mãe, desenhadora, uns dias mesmo designer, outros telefonista. Criativa, motorista duas vezes por dia, cozinheira. Idiota e tapa buracos.

Para ser mais verdadeiro, o cartão, vai só ter o meu nome. A minha identidade. E chega.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Nós

Ela está mais querida e meiga do que nunca. Está uma menina. As férias de Agosto junto das avós e longe de mim, fizeram-lhe muito, muito bem.

Foi bom o regresso, o abraço e o sabor maravilhoso de "matar" as saudades.

Na verdade e fazendo uma retrospectiva, se ela estivesse comigo, não teríamos tido uma boa semana. Eu cansada, a dormir pouco e mal, só podia mesmo estar sem ela. Mas no final da semana faltava-me o ar de saudades. Mas estas, são as saudades a que eu chamo de saudáveis.
Faz-me bem a mim, faz-lhe bem a ela, faz-nos bem a nós como família.

Agora estamos todos juntos, com mais tempo e paciência.

Assisti na segunda-feira passada ao seu regresso às aulas. Calmo, sem sobressaltos. Ela queria ir, queria brincar, queria conviver com os amigos. Da sala chorona que conheço dos dois anos, só vi uma sala cheia de sorrisos e abraços. É tão bom rever os amigos...

Eu parei no tempo, para mim o Verão vai começar agora. Ainda não fui de férias e já trabalhei para o Natal. Estranho. O meu ano tem os meses todos trocados e troca-me igualmente as ideias. De certa forma, este ano, está como o meu armário da roupa, tem roupa para dias frios e roupa para os dias quentes... tudo assim ao molho e a jeito de usar. Tudo à mão... é o que eu preciso... de ter tudo à mão de semear, porque já estou fartinha plantar.

Espera-se os frutos (sentadinha, ok?)

terça-feira, setembro 04, 2007

Ordenar

do Lat. ordinare

v. tr.,
pôr por ordem;
prescrever;
mandar;
determinar;
pôr em ordem, arranjar;
dispor;
conferir o sacramento da ordem a;
v. refl.,
receber ordens sacras;
pôr-se em ordem.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Para ti amigo...



... descansa em paz.

(ainda não aprendi a dizer adeus. Prefiro dizer-te até já, até qualquer dia, ou mesmo: sei que a partir de hoje vais estar sempre connosco, mesmo sem te vermos. Talvez nos ajudes a todos e nos mostres o melhor caminho... Os teus amigos guardam muito boas recordações.)

sexta-feira, agosto 17, 2007

Agosto...

... era sinónimo de pouco trabalho e pouco trânsito.

Digo era, porque é mesmo coisa do passado.
Venho aqui quase clandestinamente, roubando o pouco tempo para a muita coisa que tenho para fazer. Muito trabalho, coisas boas, novidades, mas também muito cansaço, muitas e muitas horas ao computador!

A palavra do mês é : MUITO.

Por isso não me vejam para aqui a falar de férias, nem de sol, nem de esplanadas nem dessas coisas boas que fazem bem à alma e bem ao corpo.

Tenho trabalho, mas é bom sinal e ando feliz!

Fui (até daqui uns dias, porque tenho tantas coisas para contar).

quinta-feira, agosto 09, 2007

O meu soldadinho de chumbo

Imaginem que em pleno jantar o vosso filho lembra-se de enfiar um prato/tigela pela cabeça. Imaginem agora esse prato cheio de peixe.

Lembro-me de em fracções de segundos me vir à cabeça um texto que li num livro que comprei na Amazon. Esse texto dizia que em alguma altura da vida de um bebé, ele iria colocar o prato de comida na cabeça. Se iria fazer apenas uma vez, ou muitas, dependeria da reacção e atitude dos pais perante tamanha façanha. Lembro-me de dizer a todos os que estavam na mesa:

_Ninguém se ri, isto não tem piada nenhuma. Sinceramente Beatriz.

Ficou um silêncio inacreditável. Todos com uma vontade de rir brutal. Todos vermelhos... e ela com cara de santa de tigela enfiada na cabeça e peixe a escorrer pela cara, peixe enfiado nos caracóis.

Não há asneira que ela não experimente.

Dos diminuitivos que eu gosto...

... o melhor é sem dúvida, quando ela me chama com uma voz muito meiga:

"maexinha, mina maexinha"

quarta-feira, agosto 08, 2007

(devolvam-me à procedência)

Mais uma amigdalite com direito a injecção na nádega esquerda.

A enfermeira para mim: Está a doer?
A minha médica lá do fundo: Deixe lá isso, ela já está habituada!

Adenda 1: há coisas que nós nunca nos habituamos, humpf...

Adenda2: quando o meu maisquetudoemaisalgumacoisa ler isto, vai logo dizer que já me devia ter devolvido à minha mãe há muito tempo...

Adenda3: Melhor isto que o maldito dente

Adenda 4: Escusava era de ter uma enorme afta também

Adenda 4: Quando é que eu aprendo a estar calada? Grrrr

Adenda 5: Ontem disse à minha colega, para ela aproveitar que assim eu estava mais em silêncio e ela para mim: MESMO ASSIM...OLHA QUE....

terça-feira, agosto 07, 2007

Do livro das minhas memórias...

... que apenas existe na minha cabeça, lembrei-me ontem muito do meu querido tio. Deve ser por causa de eu querer mimo e colo e colo e mimo.

O meu tio foi o meu grande companheiro, posso mesmo dizer que ele foi o meu infantário, a minha pré-primária. Ele aturou todas as minhas birras. O meu tio descascava-me as uvas, assim como eu hoje descasco as da minha Bia. Foi o meu tio que me ensinou a estrelar um ovo e a escolher melões (escolher bem um melão é um feito muito importante, este ano tem-me dado um jeito especial, porque há muitos poucos bons melões à venda).

Lembro-me de no meu primeiro dia de aulas, de cabelo à tigela e as pernas a tremer, dizer à minha querida professora que sabia parte dos Lusíadas de cor. Lembro-me do espanto dela e da pergunta algo estranha: Os Lusíadas de Camões? O meu tio ensinou-me o que é um verso e uma estrofe, como são compostos os sonetos e aos 5 anos, eu sabia mesmo as duas primeiras páginas do livro Os Lusíadas de trás para a frente (ainda hoje sei!). Foi ele que me ofereceu o gosto pelas palavras. As palavras que têm sempre dois significados, o imediato e o interior. As palavras podem mudar tanta coisa. Podem fazer alguém feliz... Há palavras que nos beijam!

Lembro-me também, como se fosse hoje, do dia em que o meu tio deixou de estar aqui na Terra. Eu era pequenina, tinha 10 anos. Lembro-me desse dia como nenhum outro da minha vida. Da forma como me deram a notícia. Das lágrimas que chorei... e chorei... chorei. De esse dia em diante comecei uma nova vida, uma vida diferente. Há memórias que o tempo não leva. E há pessoas que fazem história na nossa própria história.

Ontem, por querer muito mimo e colo e colo e mimo, lembrei-me do meu tio. Ontem, adormeci a pensar nele, tenho pena que a Beatriz não o conheça. Mas porque ainda hoje me sabe bem as uvas descascadas, vou continuar a descascar as dela.

Que Deus te tenha e que tu nos guardes, meu pai, tio e amigo.

Ando a tentar...

... combater o vírus da constipação que se quer apoderar de mim...

Hoje de manhã gritei-lhe. Disse-lhe que tenho de trabalhar e que não o posso alojar no meu corpo... não posso, não posso mesmo. Já enfiei vários comprimidos pela garganta, já tenho aqui um pacote de halls...

... mas....

quando fico assim, doentinha só me apetece colo e mimos!

segunda-feira, agosto 06, 2007

E no mesmo casamento

...com as mesmas crianças e a fazer as devidas apresentações.

Como te chamas?

Inês

Inês esta é a Beatriz, Beatriz esta é a Inês. E tu?

Cristiana

Olá Cristiana esta é a Beatriz... blá, blá. E tu?

O meu nome é BENFICA.

(sem comentários... crónico portanto...ehehehehe)

E se durante um casamento...

... alguém nos diz que temos jeito para educadora de infância...
Pensamos que é um elogio, ou nem por isso????

Depois ainda pensei um pouco sobre isso e voltei à carga.

Então mas porquê????

Porque estás sempre com as crianças. Ainda não te vi sem a tua filha!

Hum... pois... se calhar é porque ela é minha filha e porque estou num momento de lazer. E gosto de ter estes momentos com ela. Sabes, trabalho a semana toda e quase que não vemos os filhos, penso que é importante dar-lhes um bocadinho de atenção quando temos tempo livre, ou achas que não?

( o silêncio respondeu-me. Irritam-me as pessoas que põem os filhos no mundo para os empinocar e mostrar... mas depois... depois.... )

sexta-feira, agosto 03, 2007

Encosta-te a mim



Há dias e dias que ando a ver este vídeo... desde que vi num blog e depois em outro... mas faz sentido colocá-lo aqui. Fazer com que ele pertença também ao meu espaço....

... comove-me e faz todo o sentido. Além disso devíamos todos promover a boa música portuguesa!

Grande Jorge é linda a tua canção e vai ficar aqui, bem encostadinha a mim.

quinta-feira, agosto 02, 2007

A Minha Estrela Mãe

IMG_0021

Eu nasci num dia de águas claras
Com muito azul no céu
O amor deu-me um beijo
Deu-me uma estrela mãe
Quando eu nasci


Aprendi com a minha estrela mãe
Na vida só a ser
O que o amor disser
O que o coração quer
Eu aprendi

Estrela mãe lá do céu onde estás
Manda um sorriso teu
Para eu saber de mim
Do meu amor por ti, do teu amor por nós
Desta saudade

Mãe de mim, ora lá no céu
E se o amor quiser
Volta só uma vez
Para eu viver saudades
Da tua luz

Música da Sara Tavares

Amplidão...

...é vê-la adormecer com um sorriso pregado nos lábios.

Não há pessoas perfeitas, mas há com toda a certeza momentos mais que perfeitos. Momentos que me tiram qualquer tipo de dúvidas, quando por vezes me questiono: Serei eu uma boa mãe?

A frase que neste momento melhor define a minha vida

Não há um sem dois, nem dois sem três!

(mais um passo em frente)

quarta-feira, agosto 01, 2007

Ela é mesmo, mesmo minha filha!

Hoje de manhã, a bandeira do Sporting foi para o colégio por imposição dela!

E no caminho cantava aos pulinhos: Poting, Poting!

Acho que está pronta para ir com a mãe ao Estádio!

terça-feira, julho 31, 2007

O meu sono

Se há coisas muito boas que a maternidade me trouxe, há de certo coisas igualmente más.

A qualidade do meu sono é uma delas.

É que desde que ela nasceu eu não durmo nada de jeito... mesmo que ela não acorde eu acordo com outra coisa qualquer. Ou é o cão que bebe água lá em baixo na cozinha, ou é o vizinho que estaciona o carro às 4 da manhã, ou é a melga que está no quarto, ou por exemplo o que aconteceu ontem, a Beatriz bate com a cabeça na parede. Sim, eu acordei no momento em que ela bateu com a cabeça na parede do quarto dela. Não foi com o choro que se seguiu a isso, foi mesmo com o PUMMMMM. Portanto quando ela começa a chorar eu já estou a caminho. Isto é absolutamente irritante... sério, dá mesmo cabo de mim, porque nunca me sinto descansada. Ontem às 4 da manhã estava eu a tentar explicar à minha filha que não podíamos ir ter com o cão Tobias lá a baixo porque ainda era de noite e a mãe tinha muito sono.
Acho que estive cerca de 15 minutos em explicações e fiz chantagem e tudo... ela ouvia, ouvia e no final dizia que queria ir para a sala. Até que me deu um ataque puro de mau feitio e fui-me deitar. Deixei-a no hall em pé, agarrada às grades das escadas. Disse-lhe mesmo assim: Não queres dormir pois não? MAS EU QUERO.
Claro que me deitei na cama a ouvir tudo o que estava a fazer, sem dormir... e o peso dos olhos que me doíam tanto, tanto, tanto. Passado algum tempo ela veio ter comigo à cama e dormimos juntas... mas às 5 e meia já ela dormia estava eu a ver se via teias de aranha no tecto e a pensar o que tinha de fazer no dia seguinte.
Claro está que hoje dói-me a cabeça ... Eu bem que queria recuperar o meu antigo sono e dormir até mais não, sem acordar. Mas já passaram dois anos (DOIS ANOS) e eu não consigo!

Ando a cantar isto desde Sábado...

... desde que dei realmente o meu primeiro mergulho no mar do Verão 2007.
(e a água que está tão geladinha que até doi os ossos...)

segunda-feira, julho 30, 2007

Amigas

amigas

Tinha tantas saudades vossas, tantas, tantas...

Da tua despedida de solteira ...

... minha amiga Filipa, vão ficar muitas e muitas recordações, mas a melhor, sem sombra de dúvidas foi depois de teres aberto Aquela prenda a voz ao fundo que gritou:

ihihihihihih isso é giro, muito giro, é que eu tenho lá um em casa!
(coisas de gajas portanto)

Adenda: Melhor seria se eu perguntasse aqui se alguém adivinha o que era!

sexta-feira, julho 27, 2007

E se assim de repente, num único telefonema...

... que dura mais ou menos 30 segundos, toda a nossa vida pudesse mudar.

(Play the drums)

E a minha pergunta é: E se eu simplesmente não o tivesse atendido, como tantas e tantas vezes acontece com números que eu não conheço. E se eu olhasse para o écran e dissesse que ligava mais tarde, depois... esse depois podia significar um nunca.

Hoje estou como o Segredo... pensamentos positivos, só podem atrair energias positivas.

Pensamento do dia

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Fernando Pessoa

quinta-feira, julho 26, 2007

Eu gosto é do Verão!

Gosto de abrir um melão fresquinho, colocar por cima umas fatias de presunto, abrir uma garrafita gelada de vinho verde, uns queijos frescos, tostas e pão...


... et voilá...


Dinner is served!

Depois...

... de análise pormenorizada ao equipamento do Benfica, concluo que vou ter de mudar o nome deste Blog.
É que não tem nada a ver... mesmo nadinha de nada!


(pronto avancem lá com os vossos comentários benfiquistas... ou se calhar é bem melhor retirar a opção dos comentários!!!! )

Respiro fundo...

...

... quando passo por aqui!


(por vezes nem sequer reparamos nas coisas bonitas que temos à nossa volta. Passo por ele todos os dias... e só agora o vejo com olhos de ver.)

Adenda: Eu continuo sem máquina fotográfica, mas como tenho bons amigos que sabem que eu sem a máquina não vivo, emprestaram-me uma...

quarta-feira, julho 25, 2007

Os vizinhos até que iam com a minha cara...

... até hoje de manhã!

A minha vizinha encontrou-nos à saída do portão e disse-lhe com um tom querido e carinhoso:

Olá Bia, como estás??? Estás tão crescida... e muito bonita... ( blá, blá...)

Ela em tom de choro e de olhos postos no chão:
A minha mãe bateu-me!
(ela que fala sempre espanhol,disse esta frase em Português correcto com as letras todas...)

Com amigos assim...

Num dia terrível depois do trabalho, uma festa de anos que não apetecia mesmo nada (um filme para contar depois), o meu querido amigo chega-se ao pé de mim e, em vez do comum Boa Tarde, sai-se com esta:

É pá gand'a borbulha!


Fiquei para morrer... Obrigada meu querido, eu realmente ainda não me estava a sentir suficientemente mal, precisava mesmo de me lembrar do raio da borbulha no meio da cara, nascida das duas mousses de chocolate que comi. Quero que saibas que neste último mês, já me disseste também que eu tinha de pôr uns implantes mamários e coisas igualmente agradáveis. E escrevo isto, porque sei que de alguma forma o vais ler e eu não posso deixar de te agradecer publicamente. Fazes-me sentir mesmo bem.

Imagens dela

Caminho

terça-feira, julho 24, 2007

As crianças conseguem ser muito cruéis...

... entre elas!

Assisti a uma cena que me tirou do sério. Sou sensível a injustiças.

No Domingo à noite (dia de caracolada na tasca do costume) estava uma mesa com um casal e 5 crianças, com idades entre os 15 e os 5. O mais novo de cabelinho cortado e um ar franzino, estava sempre mais cabisbaixo, olhos baços e mãos caídas. Reparei nisto, porque todos foram brincar ao jogo das escondidas na rua e a minha miúda quexida também quis ir. Meia hora de jogo passado, percebi que aquelas 4 alminhas não queriam jogar mas sim, chatear o mais novo, que era sempre o apanhado, ou o que ficava de castigo.

Sem saber bem porquê, as regras com ele eram outras, bem diferentes. O objectivo era mesmo chateá-lo...
E ao fim de algum tempo, não consegui deixar de me meter. Ouçam lá, mas qual é o vosso objectivo??? o que é que ele fez desta vez e porque é que ele tem de ir para trás do muro e vocês não? E das respostas pouco convincentes e envergonhadas nenhuma me satisfez, nenhuma foi verdadeiramente honesta.
Disse num tom de desaprovação: Eu não sou vossa mãe, mas digo-vos que isto não se faz... vocês estão a ser muito cruéis...
E enquanto falo reparo que os olhos do mais novo se enchem de água, carente, carente...

Apeteceu-me agarrá-lo, abraça-lo, mimá-lo e dizer-lhe que ele é melhor do que todos os outros, que no meio de tantas críticas e bocas foleiras, nunca, repito NUNCA disse mal de nenhum deles... mas que custa, custa mesmo!

Ai, ser mãe é do caraças!

Eu não posso deixar de falar nisto. E sou amiguinha porque deixei passar a segunda feira achando que era um assunto forte de mais. Terça-feira depois de almoço é o ideal...

Eu só leio coisas assim: A minha filha deixou as fraldas ou Já não há fraldas cá em casa ou ainda a Francisquinha foi hoje ao bacio e conversas do género que para pessoas que não têm filhos, é conversa da chacha e completamente dispensável.
Para uma mãe, ver um filho fazer o que tem a fazer no sítio certo é uma coisa EXTA-ORDI-NÁRIA, MARA-VILHOSA, MAG-NÍFICA! Eu também acho e, agora que ando nestas andanças fico feliz quando isso acontece. Já estamos quase na recta final, penso eu...
Mas (existe sempre um mas), o processo do durante é assustador e ninguém fala nisso. Não acredito que me aconteça só a mim... do género: Ó mãe óia... (com aquilo na mão), ou ó mãe, ó mãe (splach, splach). DIGAM-ME QUE ISTO NÃO É SÓ COMIGO. DIGAM-ME. É que eu fico maluca, agoniada, completamente pasmada com o facto e saio de casa sempre sem vontade de comer.

segunda-feira, julho 23, 2007

Das coisas que me dão prazer na vida...II

Ver uma boa exposição, de preferência sozinha. Coisa que fiz esta sexta feira passada e estive bem em frente a isto:

warhol-andy-campbells-soup-can-tomato-2106984

Andy Warhol- campbells soup

as cores, ai as cores... que perdição.

Adenda: Claro que depois de uma hora a andar a ver a exposição, passamos novamente para o post em baixo.

Das coisas que me dão prazer na vida...

... uma delas é sem dúvida, andar descalça! Sentir a planta do pé em contacto com o chão, areia, relva, terra. Faz-me sentir viva e livre!

(ai férias que nunca mais chegam...)

Começo assim a semana...


... ouvi-a na rádio e apaixonei-me, à primeira!

quarta-feira, julho 18, 2007

Obrigada

Pedro.

Eu também me comovo com tudo e com nada... já estou p'ráqui a limpar as lágrimas... que arrepio!

Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

(Arlen-Harburg)

terça-feira, julho 17, 2007

eu vou, eu vou, eu vou

e já tenho bilhetes!

Do almoço de Domingo

O almoço tinha sido combinado para a 1 da tarde. Eu, cheguei a horas, mas posso dizer que às 3 ainda não tinha passado da porta de entrada, tudo porque a Bi enfiou-se aqui
Pormenor para blog
e não quis mais sair.

Às 3 da tarde, alguém nos informou que o carro andava mesmo, então o restante tempo do almoço foi passado a tentar que ela não atropelasse ninguém. Foi difícil, muito difícil! Imaginem a condução de uma piralha de 2 anos.

Ponto 1: Não era suposto as meninas gostarem de bonecos em exclusivo?
Ponto 2: Tenho de lhe fazer um seguro, ai tenho tenho!

Eu não sou nada mimada

nada...

A minha mãe acabou de sair daqui e deixou-me almoço prontinho com direito a morangos arranjados e tudo!

(nunca vou querer uma Bimbi, porque todas as pessoas que a têm ficam completamente viciadas e passam a vida a fazer receitas complicadíssimas a horas muito estranhas... No outro dia mandei um sms à minha mãe, mesmo em cima da hora do almoço a perguntar se ela não me arranjava qualquer coisita para comer. Resposta dela: Não tenho nada feito, mas faço-te um bacalhau com natas assim num instantinho. Verdade é que meia hora depois, lá estava ele a sair do forno com um ar bestial! Eu ainda olho para a dita máquina de lado... tenho medo dela!)

Curtas

Eu a estacionar à porta de casa e ela de dedo esticado:

Mamã, casa não... não, não, quéio pixina!

segunda-feira, julho 16, 2007

20 anos depois ...

... voltei aqui...

E fiquei cá com uma nostalgia. Fez-me falta o avião de guerra, o eléctrico amarelo, o cheiro da terra. Os baloiços de ferro com correntes enormes, a velocidade, ai a velocidade... o vento nos meus cabelos. As nódoas negras e as feridas nos meus joelhos.

20 anos depois é ela que corre (eu apenas atrás dela).

Gostei muito da companhia. Obrigada!

Lei da compensação

(Já estou como a Sandra )

Recuperei a televisão,
Avariou-se a máquina fotográfica.

(a máquina fotográfica faz-me muito mais falta que a televisão!)

sexta-feira, julho 13, 2007

Mais um problema de se ter dois trabalhos...

... dou por mim a pensar muito bem em como é que vou atender o telefone. E ando tão cansada que o telefone toca e eu tento ser rápida.

Onde é que eu estou?
A fazer o quê?
Qual é o telefone que toca?


(Tenho uma amiga que ainda há poucos dias me disse que o meu corpo andava a dar sinais para eu parar. PARAR UM POUCO. Começo a achar que tens razão, mesmo assim sei que ainda não cheguei bem ao meu limite. E a culpa também é vossa, é só festas e festas e festas e mais festas. É que não há condições!)

A senhora da mercearia...

... chama-me de amor, ó de queridinha.

Eu tenho sempre uma sensação estranha de invasão enquanto compro a alface para o jantar e lá do fundo sai um... ó amorzinho anda cá! E dá-me para rir... mesmo para rir às gargalhadas. E ela fica com um ar muito curioso a olhar para mim e repete : andas sempre tão bem disposta minha queridinha...

Mas ontem foi diferente. Entrei e nem um boa tarde eu ouvi. E quando dei por mim estava a consolar a mágoa e a limpar as lágrimas de uma pessoa que eu mal conheço. E ela falou e falou ... e eu ali, às vezes ouvia com atenção, outras sinceramente pensava nas belas cerejas e uvas que tinha na mão.

(há pessoas com muita carência de afectos... senti pena dela, a sério que senti )


quinta-feira, julho 12, 2007

Experimentem que vale a pena

Comprar 3 pacotes de pastilhas elásticas de sabores diferentes e de 5 em 5 minutos enfiar uma na boca e mastigar furiosamente, enquanto esperam por alguém que já devia ter chegado há muito tempo (isto depois de passarem 2 horas em filas e filas e filas de trânsito).

Depois, experimentem no dia seguinte tentar mexer o maxilar!

ui....

Adenda: acabei de ver uma coisa que me desagradou muito e o meu primeiro impulso foi arranjar uma pastilha elástica. Pelos vistos eu acho que as pastilhas podem resolver toda a minha ira, quando por exemplo me deparo com plágios e plágios seguidos do meu trabalho. Bolas, não sei se somos nós que somos muito criativas, ou se os outros são mais espertos e não lhes apetece pensar em criar... agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo, agarrem-me que eu mordo!

Eu sou auto-suficiente

Pela primeira vez na minha vida, parei o carro numa bomba de gasolina, abri o capot, enchi o depósito da água e medi a pressão dos pneus.

Depois disto... venha o que vier!


(imaginei-me de berbequim na mão a fazer os furos para pendurar os cortinados do quarto, que estão para pendurar há mais de meio ano)

Uma futilidade muito pouco fútil!

Eu comprei uns CROCS. Comprei e pronto... não gosto, são matacões, mas rendi-me no primeiro segundo em que os coloquei nos pés.
Parece-me que os CROCS cumprem o principal requisito de um sapato. Proteger o pé do chão, com o maior conforto possível.

Eu comprei uns CROCS cor de laranja e um cão azul, para o sapato esquerdo!!!!

quarta-feira, julho 11, 2007

Na sala de espera do consultório...

... observava-a a brincar com as peças do lego no chão. Falava, falava, e eu pasmada com a tagarelice àquela hora. No meio de brincadeiras ela surpreendeu-me por dizer o nome de todos os animais que eu lhe perguntava, incluindo tartarugas, crocodilos, borboletas e afins.
Estás mesmo crescida, sabias filha? E já falas tanto, quando é que começaste a falar assim?
Ela olhava para mim, dizia a tudo que sim e lá continuava nas andanças dela. Muito compenetrada.

Mal fomos chamadas um gato comeu-lhe a língua, só pode! Não tive mais menina.
Depois de examinada, berrava, chorava, esperneava. A restante consulta com perguntas como: Mas ela já fala? (eu: fala, fala...) E percebe tudo? (eu: percebe pois!). Ainda sobrou tempo para perguntar quantos anos ela tinha e como é que se chamava. Respostas dela, só uma cara de sobrancelha franzida e beiço.

Mal saímos a minha rica filha:
Ó mãe quéio água.
Ó mãe a Tiz tem doix anos.
Ó mãe abe a pota.

e assim foi até a casa. Não se calou um único segundo. Ontem adormeceu a falar!

Agora digam-me lá se ela não é do contra?

sexta-feira, julho 06, 2007

Coisas simples

Deito-me e olho o infinito estrelado. Fico do tamanho do céu e ganho o brilho das estrelas. Fecho os olhos, respiro fundo e tomo consciência que sem ti, nada disto existia, possivelmente não existia o céu nem eu conseguia ver as estrelas.

quinta-feira, julho 05, 2007

Conversas de primas

Prima: Então tás boa?
Eu:sim
Prima: Bem, tive cá uma ideia...
Eu: ai sim... então?
Prima: O que é que fazes no sábado
Eu a pensar muito muito muito: Hum.... tenho uma festa de anos.
Prima: óooooooo.... bolas
Eu: Mas bolas o quê? Diz lá....
Prima: É que era mesmo boa ideia. AH, mas pode ficar para Domingo.
Eu: Mas o quêeeeee????
Prima: Lembrei-me de comprar um tacho de caracóis e comemos só as duas. Só para nós.
Eu: É PÁ excelente ideia... e não deixamos ninguém, mesmo ninguém sequer molhar o pão.
Prima: Combinado.
Eu: BOA, BOA!

(melhor programa que este não há... e agora lembrei-me disto. Ainda só tenho uma inscrição)

Adenda: A Beatriz come mais do que eu, é caso para dizer que quem sai aos seus não degenera!!!

quarta-feira, julho 04, 2007

Só para registo

E escrito assim numa letra muito pequenina para passar despercebido

De manhã já não há fraldas, só bacio, que é utilizado a pedido (minha rica filha!!!!)
As noites inteirinhas a dormir até às 8 da matina, que luxo, ai que luxo (ó p'ra mim muita folgada)

Vamos dar validade de 48 horas a este post!

terça-feira, julho 03, 2007

Lembro-me de estar completamente passada da cabeça...

... com as mãos nos cabelos a falar com eles num tom muito alto, quase quase aos gritos:
"Estejam quietos e saiam imediatamente daqui.... xôoooooo.... a andar .... e porque.... blá, blá, e não não mexam ai..... aiiiiiiiiiiii..... já para a sala, JÁ, I-ME-DI-A-TA-MEN-TE!"


(lembro-me do silêncio a seguir... uns segundos de silêncio)

Ele a rir-se e com um ar de safado e mãos à cintura: "Mas ó tia, eu quéio buacha"
Ela com os olhos arregalados: "Mamã eu não quéio pacha"

Não consegui conter o riso, as gargalhadas seguintes, é que BOLAS NINGUÉM ME RESPEITA!

segunda-feira, julho 02, 2007

"Gosto de ti como quem vence o espaço"

As manhãs são nossas. As manhãs contrariam o resto do nosso dia. Aquela primeira hora em que tu acordas e me chamas, o primeiro segundo em que me lembro que sou tua mãe, que te descubro na cama e te dou o primeiro abraço do dia. Segundos depois recebo o teu primeiro sorriso e o teu primeiro beijinho. Um sorriso com dentes e um beijinho sem chucha.

Ganho para o dia uma energia especial, que consumo nas alturas em que preciso de uma dose de carinho (são muitas). Uso essa energia nos segundos em que por algum motivo me apetece explodir... fecho os olhos e imagino-te.

Estás tão linda filha! Estás mesmo. Sinto-me próxima de ti, próxima como nenhum outro dia. Enches-me de certezas.