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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Torta, és mesmo!

Em conversa comigo:

_ ó mãe eu quéio ixo.

_ Queres isso, se faz favor! Também se usa sabias?

_ Eu quéio ixo e não quéio o xê-faz-favoí!

E com esta última frase cruza os braços e faz beiço. E parece-me que vi ... o pezinho a bater no chão.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Penso em ti Susana...

... cada vez que a Beatriz fecha a boca e me diz xupinha não, xupinha não. E eu sento-me ali a inventar coisas e argumentos para que ela coma a sopa. E não come. Não come mesmo. Mas não come a sopa nem as batatas, nem nada de jeito.

Depois lembro-me de termos uma conversa em frente ao colégio delas onde tu dizias tudo isto e eu a pensar que tinha de existir alguma solução. Nos filhos dos outros parece sempre muito mais fácil.

A minha agora não come e eu fico cá com um stress. Chego a estar 1 hora e meia para ela comer algumas colheres de alguma coisa.
Há dois dias que mudei a nossa hora de jantar para as 7 e pouco e ela sentada connosco lá come umas coisas. Mas para eu conseguir o jantar para todos a essa hora, hora em que ela ainda come é obra.

Hoje cheguei ao colégio e a Ana diz-me que ela come tudo e ainda pede mais. E ela ainda me diz que no cuégio xupinha com a Ana.

Por isso, falta de apetite não é. É manha. E manha vem e vai, não é?

quarta-feira, julho 11, 2007

Na sala de espera do consultório...

... observava-a a brincar com as peças do lego no chão. Falava, falava, e eu pasmada com a tagarelice àquela hora. No meio de brincadeiras ela surpreendeu-me por dizer o nome de todos os animais que eu lhe perguntava, incluindo tartarugas, crocodilos, borboletas e afins.
Estás mesmo crescida, sabias filha? E já falas tanto, quando é que começaste a falar assim?
Ela olhava para mim, dizia a tudo que sim e lá continuava nas andanças dela. Muito compenetrada.

Mal fomos chamadas um gato comeu-lhe a língua, só pode! Não tive mais menina.
Depois de examinada, berrava, chorava, esperneava. A restante consulta com perguntas como: Mas ela já fala? (eu: fala, fala...) E percebe tudo? (eu: percebe pois!). Ainda sobrou tempo para perguntar quantos anos ela tinha e como é que se chamava. Respostas dela, só uma cara de sobrancelha franzida e beiço.

Mal saímos a minha rica filha:
Ó mãe quéio água.
Ó mãe a Tiz tem doix anos.
Ó mãe abe a pota.

e assim foi até a casa. Não se calou um único segundo. Ontem adormeceu a falar!

Agora digam-me lá se ela não é do contra?