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sexta-feira, outubro 26, 2007

Não tenho o meu carro há 28 dias

O choque inicial foi grande. Saber que o ia ficar sem o meu 4 rodas durante algum tempo, começar a pensar como ia fazer a minha vida sem carro, levar e buscar a Bi ao colégio, vir para o trabalho era para mim um problema enorme. Mas como ia de férias, não me preocupei muito. Quando cheguei o choque maior foi saber quanto ia ser o arranjo, se não tivesse já ido de férias provavelmente já não iria, pois o orçamento vai para a casa dos 4 dígitos (segunda vez no mesmo ano).

Depois tive um grande amigo que me ofereceu o seu carro para andar enquanto o meu estava a arranjar, mas para sorte das sortes, o outro dele teve de ir pintar e depois avariou também e ele próprio precisou do carro que me ia emprestar.

Entretanto a peça que o carro precisa é tão xpto que está esgotava.

A minha querida prima teve pena de mim e emprestou-me o dela e ela anda de carro em carro da empresa, utiliza o que está disponível.

Mas o giro disto tudo, é que eu adoro o carro dela. Eh eh... ontem alguém me disse assim:

Ficas mesmo bem dentro desse carro.

E não é que eu me sinto mesmo bem com ele. Por isso, já não quero o meu. Não quero, não quero. Quando o senhor da oficina me disser o valor final eu vou-lhe responder: VENDIDO. E quando a minha prima me pedir o carro eu vou dizer que NÃO EMPRESTO.

E vou fazer como a minha filha, uma birrinha aqui, um choradinho ali... beiço... e mais beiço, podia ser que alguém me fizesse a vontade ou que viesse um igual no sapatinho.

(eu sou a favor daquela máxima: quando vais pedir, já que o vais fazer então pede logo tudo. Assim não tens de pedir mais vezes)