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sexta-feira, outubro 10, 2008

De noite

Adoro quando adormeces de olho franzido, punhos cerrados, de quem guarda a gana de muito querer qualquer coisa.
Como és, sei bem, que algures durante o sono, um sonho te ajudará a ganhar o que querias e a crescer mais um bocadinho.
Enquanto olho e não olho, passo a mão pelo teu cabelo (que está tão grande) e dou-te um beijinho silencioso. Segredo aos teus ouvidos: Dorme bem, meu bebé, sonha com os anjos. Tu de zangada, interrompes o sono e dizes-me: ó pá mãe, deixa-me. Não vês que estou a fazer óó.
Sorrio. A minha alma alimenta-se destas pequenas grandes coisas.

Eu sei minha querida. Eu sei que já És. Eu sei e deixo-te.

Voa, voa meu amor, voa...

quinta-feira, julho 24, 2008

Aviso

Cenário: O pai a ver Tv e ela a querer falar com ele. Ele nada e ela avança.

_ó mãe o pai não ouve nada, que chato!

(glup)

_ Olha ó pai, se continuas assim, vais ficar sem amigos!

(eheh)

segunda-feira, maio 12, 2008

Cá por casa

_ Quem é que está quase quase a fazer anos????
_ xou eu mãe, xou eu!
_ Queres um bolo, um bolo grande?
_ ximmmmm
_ Então que bolo queres? Da barbie, do Ruca, do Noddy, das Princesas???
_ Não mãe, eu quero um bolo do SONIC.



bia

(Mas o que é que ela viu nisto? glup... do Sonic será!)

terça-feira, abril 22, 2008

Abril sorrisos Mil

(durante estes dias... para memória futura)

Dormiste pela primeira vez na tua vida até às 12H50 (o que fez com que eu passasse o dia todo em alerta a pensar que ias ficar doente)
Consegui pela primeira vez fazer-te um rabo de cavalo e no dia seguinte um totó (entusiasmei-me de tal maneira que hoje comprei-te uma pulseira e um fio às flores. Pirosos até à última casa)
Comeste a sopa sozinha (sem gritos, berros, colheres pelo ar e comida para o cão)
Dormes depois de te ler um história (sem abanões e pedidos para ir para a minha cama)
Disseste-me ontem que tinhas namorado (e o pai ouviu!)
O Rodrigo diz que namora contigo, mas tu dizes que namoras é com o Duarte ( o pai perguntou-te o que o Duarte te faz e tu respondeste: Dá beixinhos! Quando te perguntamos assim em coro: ATÃO E TU O QUE-É-QUE-LHE-FAZES????? Tu respondeste: Eu, dou-lhe palmadas (minha rica filha, tem a quem sair!)
Quando te aborreces dizes que estás zangada comigo e que já não és minha amiga.
Já não usas chucha há uns meses e fraldas, só a da noite, mas o biberon é de manhã e de noite o teu melhor amigo.

Daqui a dois meses .... 3 anos!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Ainda sobre a chucha

ou artigo de muito pouco interesse para quem não tem filhos!

O verdadeiro artigo da chacha ou da chucha!

Há dois dias, ou melhor na noite antes desta, ouvi novamente a palavra que pensei não ouvir mais. Em tom de lamúria às 3 da matina: _ mãe eu quéio a minha chuchinha...

E o que faz uma mãe às 3 da manhã?

De certo não saca do manual da boa educação e começa a folhear até encontrar a solução para aquele problema. Afinal ela tinha deixado a chucha há dois dias e ainda não tinha pedido por ela. Eu tentei! Disse-lhe: _ Ó filha, tu deixaste a chucha, deitáste-as todas fora. Foste tu. Lembras-te?

Depois dessa frase só me lembro do BUÁAÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Num tom muito alto, gritos, enfim! Às três da manhã. Repito 3 DA MANHÃ!

Depois de mais algumas tentativas frustradas, decidi dizer que tinha uma chucha lá em casa de um menino que me tinha emprestado e pimba, enfiei-lhe aquilo na boca. Foi tiro e queda, 1 milésimo de segundo depois já estava a dormir e eu consegui voltar para a cama.

De manhã, a primeira coisa que ela me disse foi: _ Ó mãe acordei de chucha, mas eu já sou crescida!
Conversamos as duas e disse-lhe que a decisão de largar a chucha tinha sido dela e que eu também achava que ela já não precisa da chucha para nada.

Não falou mais nisso até hoje às quatro e cinquenta da manhã. Repito 4H50m da manhã. Eu apenas lhe disse _ Beatriz chuchas tuas NÃO HÁ e o menino já veio buscar a dele.
Eu quero dormir! MESMO!

E lá se ficou sem ela!

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

És de ideias fixas

Ontem disseste a mim e ao pai, que já eras "quexida" e por isso, já não precisas de chucha. Logo de seguida deitaste-as todas no lixo.

E pronto. Até agora não as pediste mais.

A ver vamos!

:-)

Adenda: Até agora nada de pedir chucha. Pelo menos em casa e já lá vão duas noites. Vou ligar para o colégio e saber como correu o dia de ontem. Agora anda cá com umas birras que até eu já tive de me conter para não fazer da chucha uma solução!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O meu cérebro em acção, a pensar muita coisa ao mesmo tempo

Ontem ainda dentro do colégio tiveste um ataque de exigências. Chamo "ataque de exigências", quando pedes mais do que duas coisas por segundo e não esperas nada até as conseguires. Quero água, quero bolachas, quero, quero, quero.... Tenho alguma dose de paciência no bolso mas às vezes, quando passas do "ataque de exigências" para o "ataque de agora vou começar a correr por aqui fora, não me apanhas e não saio daqui" eu passo-me. Transformo-me. Acho que fico roxa! O tom de voz aumenta e o sorriso desaparece. Enquanto ralhava contigo lembro-me que nas minhas entrelinhas tu gritavas à janela: ajudem-me, ajudem-me! . Quanto tens saidas destas, não consigo continuar o discurso de mãe zangada, porque ficas simplesmente irresistível.

Às vezes penso no segundo filho. Tenho pensado muito. Vejo-te já menina e percebo que o tempo está a passar. Depois penso que ainda tenho muito tempo. Que ela ainda é muito nova. Que eu não aguentaria mais uns meses sem dormir e más noites que ainda tenho. E o dinheiro e blá, blá. Penso muitas coisas muito seguidas umas que me dizem que sim, outras que me dizem que não. Mas é algo que vem de dentro. Uma chamada... o corpo que faz tic-tac, tic-tac. Claro está que, por cauda disto, tudo o que vejo são grávidas e bebés e conversas sobre o assunto. Sei bem a importância que é ter um irmão. Já tive, já não o tenho e por isso, sei o que é ser filha única e sei o que é ter um irmão. Faz-me falta ainda hoje! Mas continuo a achar que ainda sou muito nova e tenho muito tempo.

Queria dar o salto no trabalho. Atirar-me de cabeça na direcção do que acredito muito. Mas o tempo vai passando e a coragem às vezes fica camuflada na vertigem dos dias. Por isso, há dias que sonho com isso. Sonho com o meu sonho. Talvez não tenha nenhum motivo grave ou suficientemente forte para dar o pontapé. Eu gosto das duas coisas que faço.

Queria praticar algum desporto. Anda a fazer-me falta.
Continuo a pintar, um pouco em cada dia, uma história de cada vez. E faz sentido. Hoje olhei para os meus azulejos da casa de banho e acho que vou largar um bocado a tela.
Não consigo fazer apenas uma coisa de cada vez.

Hoje é dia dos namorados. Não sei porquê, não ligo a este dia. Tenho a sensação de bando, e isso assusta-me. Comemoro, melhor, comemora-mos, mas em casa, no aconchego. Hoje devo ser eu a fazer o jantar. E o papel do não sei cozinhar foi tão bem decorado que agora nunca faço nada de jeito. A vontade não abunda!

Pediste-me para ir ter com o "Calenço" e com a "abó", para ires brincar com a Joaninha. "Ó mãe posso ir ter com o Calenço para ir bincar com a Joaninha, posso? Dá cá um beijinho"

E de tudo o que se passou, a memória que fica é do beijinho que me deste. E depois de outro e mais outro.

(e o coração cheio... )

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Descobri (com algum espanto) ...

... que ela já diz a palavra: BARBIE

Primeira consideração: Não me digam que é agora que começa o reino de tudo o que é cor-de-rosa e brilha.
Segunda consideração: Se a primeira for verdade, será que já lhe vou conseguir pôr um gancho/elástico ou qualquer coisa que lhe prenda aquele cabelo?
Terceira Consideração: Eu própria também quero o botão de pausa no tempo. Onde se compra?