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quinta-feira, setembro 11, 2008

Ao mesmo tempo

_ Mãe deixas-me comer uns Smarties.
_Deixo. Depois de comeres a sopa.
_Depois de comer a sopaaaaaa?
_Sim
_ó mãeeee, fazemos assim, eu como as duas coisas ao mesmo tempo. AO MESMO TEMPO 'TÁ BEM?


Se ela com três anos consegue fazer uma proeza destas, porque não hei-de eu conseguir continuar o blog nesta fase da minha vida?

segunda-feira, julho 21, 2008

Passo por aqui...

... uma, duas, três vezes até!

Apetece-me escrever. Eu quero. Tenho tanta coisa que queria ver aqui em forma de letras. Sentimentos e ideias, coisas que nos têm vindo a acontecer. Muitas, muitas vivências. Lágrimas e sorrisos.

Mas depois, ai o que vem a seguir... esta tela branca, e o teclado à minha frente deixam-me sem vontade. Sem vontade e sem paixão.

Então deixo para amanhã. E o amanhã passará a ser o depois de amanhã.

No meio dos dias que correm, fica em falta a prova de que existiu um abraço. Fica em falta o registo do novo raciocínio e da tua nova mania. Ou mesmo das nossas novas manias.

Fica guardado apenas em pensamento na pasta das memórias que o tempo vai apagar. Acredito que fique num sítio mais bonito e inatingível.

E se eu me esquecer? E se para a semana eu descobrir que podia ter feito mais? Que eu podia ter feito palavras que me trazem mais palavras, que por sua vez me trazem mais afecto. O afecto (esse) que faz nascer a vontade...

e se...

quinta-feira, maio 15, 2008

5 da manhã

e uma voz baixinha, cabelo despenteado e almofada às costas:

ó mamã, chega "pa-lá", tenho os pés frios!

De seguida um abraço enorme e um "gosto muito de ti".

Impossivel acordar mal disposta. Esta é certamente a maravilha da maternidade.

quarta-feira, abril 16, 2008

Palavras de outros que me dizem muito,

... por isso (digamos que), antes de recomeçar isto "à séria" ando a mastigar as palavras.

" Não faças isso, estás farto de saber que não deves escrever quando estás zangado, quando tudo em ti se agita, quando te morde a impaciência. A raiva. Vá lá, diz a palavra, mastiga-a nos dentes que te rangem. Desde que não a escrevas. Não escrevas. Não escrevas quando estás assim, prometeste tanta vez, sabes do resultado. Como não te deves sentar e começar se, por um acaso, te encontras particularmente eufórico, a achar sentido nas coisas. A escrita, aprendeste à tua custa, dá-se mal com a realidade: não podes transpor emoções ao mesmo tempo que borbulham. Já sabes que a escrita é um vinho, deixa respirar, não avances , não te precipites. Um vinho. Se a raiva te salta, te guia o coração e os tendões, se te retesas, afasta-te das palavras. (...)
Não escrevas quando és um bicho. Quando estás desfeito. Não há pior erro do que o erro do principiante. (...) Se queres pensar nisso por um momento, sai, fecha a porta, vagueia, atravessa ruas sem olhares, deixa-te ir aos encontrões entre os fantasmas anónimos que não te dizem nada. Mas afasta-te. Não escrevas. Não é tempo de escrever. (...)
Vai gritar para outro lado. Só voltas ao ofício quando te tiver passado a raiva. Para poderes escrever sobre ela."
Rodrigo Guedes de Carvalho

terça-feira, janeiro 15, 2008

Dei por mim a ouvir isto...



... vezes sem conta, no rádio do carro.

Estes dias cinzentos, deixam-me mesmo sem cor!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Chego à minha rua...

... e sinto aquele cheiro bom da terra e da lenha. Abro o portão de casa e oiço a vizinha a chamar-me.

Vejo-a com uma enorme abóbora na mão. Diz-me que é para a sopinha da minha Bi.

Fico tão feliz com estes pequenos gestos. Sinto que pertenço mesmo ali.

Abro a porta e lembro-me que já fiz a árvore de Natal. Imagino a casa cheia, o calor do fogão, o cheiro dos assados...

... afinal eu também gosto do Outono.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Um objecto (pouco) especial

Tenho comigo um trabalho que fiz no mês de Agosto. Um trabalho que foi um dos maiores desafios que tive a nível profissional. Não porque esteja particularmente bem feito, mas porque exigiu muito de mim. Muitas horas, muitas noites sem dormir. Muitas dores de cabeça... muitos mal entendidos. Muita coisa muito pouco boa.

Tenho-o comigo, um dos milhares de exemplares espalhados pelo país e a sensação não é a de orgulho. É uma sensação angustiante de quem olha para uma coisa e não a reconhece. É uma sensação de falta de amor. Muitas coisas foram alteradas, desde a última maquete e eu tive a surpresa de ver o que ficou e o que não ficou.

Consigo entender o valor que dou aos objectos. Desta vez consigo sair de mim e perceber nitidamente o que aqui correu mal. O que me fez no meio do sucesso sentir-me assim, assim-mais-ou-menos-qualquer-coisa. É que ele tirou de mim, os mimos da minha filha, tirou-me a festinha quando me deito. As brincadeiras no banho. Ele tirou de mim, um jantar com o meu marido, tirou-me o café com a amiga. Tirou-me o pequeno almoço de manhã. Tirou-me o passeio sossegado com o meu cão. Tirou-me o amor que tenho pelas minhas coisas e no fim não ouvi, nem PARABÉNS, nem OBRIGADO, nem BOM TRABALHO, nem o raio que me parta. Não ouvi nenhuma dessas palavras. Hoje entendo que essas palavras não existem naquele mundo e que eu prefiro o meu desengonçado e imperfeito, feito com choros e birras. Prefiro, 1000 vezes...

Eu escolho o amor.

(e fica aqui a quem deve, o meu muito obrigada e um queijo!)

sábado, outubro 27, 2007

Uma das maiores maravilhas da maternidade...

... é descobrir que o amor tem infinitas possibilidades!

sexta-feira, outubro 26, 2007

A nossa Lua



Nunca foi menina de difíceis adaptações. Foi chorona e é selectiva, mas considero-a de fácil adaptação.

Este ano, a minha pequena princesa, ficou sem a sua Lua. A auxiliar que esteve com ela desde os 5 meses. Fiquei triste quando soube da notícia, até porque não concordei muito com a decisão, mas como tudo na vida, basta deixar passar o tempo e todos nos adaptamos às novas rotinas. A educadora Marta e agora a Ana que nos acompanham fazem (claro) um óptimo trabalho. Isto não tem bem a ver com preferências (e isto por favor que fique bem claro, não queria nada ser mal interpretada). Tem a ver com afectos que se criam com a convivência. Tem a ver com cumplicidades!

A mudança fez-se calmamente e ela explicou-me lá no espanhol dela que a "Lua está com os quexidos". E eu disse-lhe que assim ela tinha ganho mais uma grande amiga, a Ana que agora está na salinha dela e a Lua nunca iria deixar de estar com ela. Ela ouviu, eu sei que ouviu.

A verdade é que já há várias noites que acorda com pesadelos e a chamar pela Lua, pela Úxia. Dorme e chama por ela... depois chora, chora e acorda a meio da noite meia acelerada. Isto não acontece sempre, mas já aconteceu várias vezes.

O que eu não entendo é como é que eu explico a uma menina de 2 anos, que a vida é assim? Que a Lua gosta à mesma dela e que ela está lá para ela?

Como é que se explica uma "perda" aos 2 anos?

E as pessoas que falam comigo que dizem que aos dois anos isso não se sente, essas pessoas não acordam às 3 da manhã com uma menina lavada em lágrimas, que já fala e já se explica.

terça-feira, agosto 07, 2007

Do livro das minhas memórias...

... que apenas existe na minha cabeça, lembrei-me ontem muito do meu querido tio. Deve ser por causa de eu querer mimo e colo e colo e mimo.

O meu tio foi o meu grande companheiro, posso mesmo dizer que ele foi o meu infantário, a minha pré-primária. Ele aturou todas as minhas birras. O meu tio descascava-me as uvas, assim como eu hoje descasco as da minha Bia. Foi o meu tio que me ensinou a estrelar um ovo e a escolher melões (escolher bem um melão é um feito muito importante, este ano tem-me dado um jeito especial, porque há muitos poucos bons melões à venda).

Lembro-me de no meu primeiro dia de aulas, de cabelo à tigela e as pernas a tremer, dizer à minha querida professora que sabia parte dos Lusíadas de cor. Lembro-me do espanto dela e da pergunta algo estranha: Os Lusíadas de Camões? O meu tio ensinou-me o que é um verso e uma estrofe, como são compostos os sonetos e aos 5 anos, eu sabia mesmo as duas primeiras páginas do livro Os Lusíadas de trás para a frente (ainda hoje sei!). Foi ele que me ofereceu o gosto pelas palavras. As palavras que têm sempre dois significados, o imediato e o interior. As palavras podem mudar tanta coisa. Podem fazer alguém feliz... Há palavras que nos beijam!

Lembro-me também, como se fosse hoje, do dia em que o meu tio deixou de estar aqui na Terra. Eu era pequenina, tinha 10 anos. Lembro-me desse dia como nenhum outro da minha vida. Da forma como me deram a notícia. Das lágrimas que chorei... e chorei... chorei. De esse dia em diante comecei uma nova vida, uma vida diferente. Há memórias que o tempo não leva. E há pessoas que fazem história na nossa própria história.

Ontem, por querer muito mimo e colo e colo e mimo, lembrei-me do meu tio. Ontem, adormeci a pensar nele, tenho pena que a Beatriz não o conheça. Mas porque ainda hoje me sabe bem as uvas descascadas, vou continuar a descascar as dela.

Que Deus te tenha e que tu nos guardes, meu pai, tio e amigo.

sexta-feira, julho 27, 2007

Pensamento do dia

Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Fernando Pessoa

quarta-feira, julho 18, 2007

Obrigada

Pedro.

Eu também me comovo com tudo e com nada... já estou p'ráqui a limpar as lágrimas... que arrepio!

Somewhere over the rainbow
Way up high
There's a land that I heard of
Once in a lullaby

Somewhere over the rainbow
Skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

(Arlen-Harburg)

segunda-feira, julho 16, 2007

20 anos depois ...

... voltei aqui...

E fiquei cá com uma nostalgia. Fez-me falta o avião de guerra, o eléctrico amarelo, o cheiro da terra. Os baloiços de ferro com correntes enormes, a velocidade, ai a velocidade... o vento nos meus cabelos. As nódoas negras e as feridas nos meus joelhos.

20 anos depois é ela que corre (eu apenas atrás dela).

Gostei muito da companhia. Obrigada!

sexta-feira, julho 13, 2007

A senhora da mercearia...

... chama-me de amor, ó de queridinha.

Eu tenho sempre uma sensação estranha de invasão enquanto compro a alface para o jantar e lá do fundo sai um... ó amorzinho anda cá! E dá-me para rir... mesmo para rir às gargalhadas. E ela fica com um ar muito curioso a olhar para mim e repete : andas sempre tão bem disposta minha queridinha...

Mas ontem foi diferente. Entrei e nem um boa tarde eu ouvi. E quando dei por mim estava a consolar a mágoa e a limpar as lágrimas de uma pessoa que eu mal conheço. E ela falou e falou ... e eu ali, às vezes ouvia com atenção, outras sinceramente pensava nas belas cerejas e uvas que tinha na mão.

(há pessoas com muita carência de afectos... senti pena dela, a sério que senti )


sexta-feira, julho 06, 2007

Coisas simples

Deito-me e olho o infinito estrelado. Fico do tamanho do céu e ganho o brilho das estrelas. Fecho os olhos, respiro fundo e tomo consciência que sem ti, nada disto existia, possivelmente não existia o céu nem eu conseguia ver as estrelas.

segunda-feira, julho 02, 2007

"Gosto de ti como quem vence o espaço"

As manhãs são nossas. As manhãs contrariam o resto do nosso dia. Aquela primeira hora em que tu acordas e me chamas, o primeiro segundo em que me lembro que sou tua mãe, que te descubro na cama e te dou o primeiro abraço do dia. Segundos depois recebo o teu primeiro sorriso e o teu primeiro beijinho. Um sorriso com dentes e um beijinho sem chucha.

Ganho para o dia uma energia especial, que consumo nas alturas em que preciso de uma dose de carinho (são muitas). Uso essa energia nos segundos em que por algum motivo me apetece explodir... fecho os olhos e imagino-te.

Estás tão linda filha! Estás mesmo. Sinto-me próxima de ti, próxima como nenhum outro dia. Enches-me de certezas.

sexta-feira, junho 29, 2007

30 de Junho

Para ti, meu irmão... no meio de todos os anjos espero que saibas que ainda a oiço, muitas vezes, às vezes já me faltam as lágrimas, às vezes falta-me a coragem, às vezes faltam-me mesmo as forças.
Continuo a soprar as tuas velas.
PARABÉNS


Nothing else matters


So close no matter how far
Couldnt be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I dont just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know


(é escrito hoje porque não tenho internet amanhã)

sexta-feira, maio 18, 2007

A memória dos afectos

Afecta-me a insensibilidade.
Afecta-me a incapacidade de sentir.
Afecta-me os que têm ausência de afectos.

Revolta-me a discriminação, seja de que tipo for.
Revolta-me o preconceito.

Acontece que nos meus poucos anos já sofri discriminação, insensibilidade e preconceito. Independentemente de vir de um estranho ou não. Com a diferença de que, quando vem de um estranho, não afecta, magoa, destrói e revolta tanto como quando é com alguém que tem uma raiz no nosso coração.

O meu coração tem muitas raízes (escrevo este texto, com muita força nas teclas, a força do tamanho na minha revolta).
As raízes do meu coração crescem, sobem pelos pulmões, atravessam o meu pescoço e chegam ao meu cérebro. Por isso, quando alguma coisa acontece a uma dessas raízes, o meu raciocínio obriga-me a agir. Agir, igual a ajudar, estar ao lado, participar, fazer algo. Este é o meu conceito de família. As minhas raízes fazem parte de uma grande árvore.


Eu não tenho nada de mais para dar, mas dou o que tenho.
E pode ser que um dia alguém te ensine o conceito de família. Eu não, com toda a certeza.

...

Uma dessas pessoas que não fazem falta nenhuma como dizes tu, faz-me falta a mim. Era a maior raiz do meu coração. Infelizmente faleceu TOXICODEPENDENTE E SEROPOSITIVO (escrevo assim em letras grandes para se ler bem porque eu não tenho vergonha nem preconceito. Felizmente! Felizmente também e igualmente importante... eu GUARDO A MEMÓRIA DOS AFECTOS!)

quinta-feira, abril 26, 2007

...

É nas minhas vitórias que eu mais sinto a tua falta.

(Eu olho para o céu e sei que nesse momento desces da tua cidade dos anjos para me abraçares e mostrares o resto do caminho. Eu sei... sei porque o sinto.)

quinta-feira, abril 12, 2007

Horas

Dou por mim já é de noite. Sei que existo.

Espremido, o que fiz durante o dia não enche meio copo.

(Nem meio copo de água.)

O tempo não se multiplica nos dias longos, metade do que quero dizer fica assim mesmo por dizer.
Se há dias em que consigo ver o vento que toca nas folhas das árvores e sorrir, há outros em que nem folhas chego a ver, quanto mais o vento.

Mas... mesmo assim, tenho sempre tempo para te dizer o quanto te amo!