quinta-feira, maio 11, 2006

Pensamentos

Sempre que sei de um nascimento, é inevitável lembrar-me do meu parto e do momento em que conheci a Beatriz.

Tenho guardado na minha memória o prazer de sentir pela primeira vez o corpo da minha filha, sobre o meu peito. Acabada de sair da minha barriga. Do toque da pele dela na minha. Do cheiro da sala. Do sol vindo da janela.

Lembro-me e tenho saudades! Da intensidade do momento. De, por este motivo, sentir-me feliz por ser mulher.
Dos primeiros dias de vida, das primeiras descobertas.

Lembro-me de me chamarem maluca, por não querer ninguém lá em casa. Mas eu sempre desejei viver estes momentos a 3. E foi assim que os vivi. E não me arrependo. Senti-me bem assim.

Lembro-me da fúria e sofreguidão com que ela mamava. Lembro-me das muitas luas vistas pela janela do meu quarto enquanto a amamentava. Do silêncio desses momentos. Da paz desses momentos.

Também me lembro do choro... dos muitos meses de choro.
Mas... nas memórias esses momentos são irrelevantes.

Guardo com toda a força os bons momentos e o bom dos maus momentos.

São momentos vividos, intensamente e apaixonadamente. É a força da vida...

7 comentários:

Anónimo disse...

:o)

Anónimo disse...

Mega :D

Anónimo disse...

Concordo plenamente, também eu me lembro dos choros, das noites em claro, da inexperiencia e da ansiedade mas tb como algo irrelevante. O que marca mesmo são so bons momentos.

Anónimo disse...

é engraçado, para mim, que passadas umas horas de qualquer mau momento já não o consiga lembrá-lo com a mesma exactidão que um bom momento.
Parece que os últimos ficam gravados no coração para toda a vida :)

Estás muito saudosista :P

Anónimo disse...

:o)!

Anónimo disse...

faz-nos bem recordar certos momentos! ;)
não devemos recordar em demasia, pois agora só interessa o futuro ;)

Anónimo disse...

Tens um desafio docinho no meu blog.

Se te apetecer : )))

Beijinhos de desafio