(assim de longe)
porque ando doente, ela também e o marido igual e, no meio de lenços, injecções e afins, tento não contaminar o espaço virtual...
...
volto quando melhorar.
cof!
porque ando doente, ela também e o marido igual e, no meio de lenços, injecções e afins, tento não contaminar o espaço virtual...
...
volto quando melhorar.
cof!
palavras da
Ana
às
18:11
11
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Etiquetas: doenças
É tão bom.
Às vezes gostava de voltar a ser, nem que fosse apenas para dizer, sem pensar, algumas coisas que me passam pelo coração. As coisas que me passam pelo coração seguem um trajecto pelo meu corpo. Vão à cabeça, são filtradas, reformuladas e saem pela boca muitas vezes num contexto diferente, com um sentir diferente. Não é exagerado se eu disser que muitas vezes são apenas meias verdades.
A minha filha teve a melhor saída de sempre, em resposta a uma pessoa que a queria insistentemente agarrar:
_ Ai, tu és feia, tu és má, és uma bruxa!
Eu não consegui conter o riso interior. E a falta de palavras... na verdade eu não a posso julgar, nem ralhar. Ela disse a verdade. Ela achou as palavras que eu tanto quis dizer e não podia.
(devemos nós julgar palavras sinceras, só porque são indelicadas e politicamente incorrectas?)
palavras da
Ana
às
12:02
8
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Etiquetas: coisas dela
... e com ela a chuva, a minha rinite e a alergia das picadas de melga da minha filha.
Este ano, não me preparei para a sua chegada e isso já me custou uma ida ao hospital e uma filha que há dois dias não dorme nada, por ter um olho fechado e inchado, e o braço aos altos que parecem caroços de pêssego.
Ai... o que eu gosto da primavera!
(flores, nem vê-las!)
palavras da
Ana
às
11:56
1 comentários
Etiquetas: primavera
O meu amigo Nuno perdeu o telefone numa das pistas, deixou o bolso aberto do casaco e ele caiu.
Quanto percebemos que o tinha perdido, o meu marido foi à procura dos perdidos e achados.
Ora e então o que são os perdidos e achados da estância? Nada mais, nada menos do que uma caixa de metal presa à parede na saída ao pé do forfait.
Quem encontra deposita, quem perde vai buscar.
No dia seguinte o telefone estava lá, ligado e tudo. Pronto a ser levantado pelo dono.
Isto possivelmente é uma coisa normal lá, mas para nós, isto é uma raridade e um exemplo muito dificil de cumprir no nosso país.
Estão a ver um Tuga a achar o belo do telemóvel e a ir depositar na caixinha, assim como quem não quer a coisa????
hum. Tenho muitas duvidas.
palavras da
Ana
às
18:05
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_ ó mamã vais tabalhai????
_ Vou sim.
_ Não vás. Fica com a Titiz!
_ Ai é? E ficamos a fazer o quê?
_ ó... vamos para a neve.
palavras da
Ana
às
18:02
2
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Etiquetas: coisas dela

Andar de baloiço é bom...
... ainda temos tempo para uma aulita de ski...
... e acabo a tarde com uma soneca ao ar livre!
(Só no primeiro dia refilou com a roupa, mas de resto, nem os óculos tirava! Uma verdadeira surfista da neve.)
palavras da
Ana
às
12:45
6
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Foi bom, muito giro, mas CANSATIVO....... ui... muito mesmo! Arrisquei e também fiz aulas de ski e desta vez até que não me dei mal ;-). O que me custa mesmo é a quantidade de tralha e roupa com que temos de andar.
As condições são das melhores possíveis! Tudo muito organizado, tudo muito civilizado. Um sonho mesmo.
Para contar com calma quando tiver mais tempo, pois cheguei ontem às 19H30 a casa e hoje já estamos todos a trabalhar.
palavras da
Ana
às
12:39
3
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Etiquetas: férias
... um bocadinho assustadora. Da última vez que tentei praticar esse dito desporto, acabei sempre com a cabeça no chão e os skis a apontar para o céu. Passei o dia inteiro a cair. Mais giro, foi ver crianças de 5 anos a passaram por mim, em pé, e direitinhas.
Um autêntico caos.
Por isso este ano vamos de férias para a neve, e embora leve roupa apropriada, os skis vão ser para outros pés. Ai vão, vão.
Hoje entro de férias, amanhã tenho um grande dia e no Domingo vamos para aqui , na mala não pode faltar os dois livros que quero ler e a máquina fotográfica.
Bis nächste Woche!
(espero não ter escrito nenhum palavrão)
palavras da
Ana
às
10:53
7
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Etiquetas: férias
Ah pois é! É o dia do teu casamento. Andamos todos um bocado nervosos, e tu, nem se fala. Mas também não é todos os dias que se casa. ;-)
Quero que saibas que amanhã vou estar ao teu lado no papel de tua madrinha e vou de certo inchar e inchar de orgulho por ver a noiva mais linda do mundo.
Estou desejosa que chegue a hora.
Faltam 27 horas.
palavras da
Ana
às
10:43
2
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Etiquetas: ai que o meu coração pode parar em qualquer segundo
A cantar:
Oliveirinha da SELVA, o vento leva ....
Conhecem esta versão???
palavras da
Ana
às
10:40
1 comentários
Etiquetas: coisas dela
Conheci-o com um sorriso incomparável. Aqueles sorrisos que saltam da alma directamente ao nosso coração. Uma pessoa feliz é uma pessoa que sorri com a alma.
O nosso avô é uma pessoa que me ensinou que podemos ser felizes com aquilo que a vida nos dá, basta para isso, termos vontade e sermos inteligentes em moldar as nossas expectativas. Aquilo que recebemos são as ferramentas, os ingredientes para a felicidade.
O nosso avô é a pessoa mais feliz que conheço.
Lembro-me dele em alturas marcantes da minha vida. Lembro-me de o ver perder o amor da vida dele, mas lembro-me também de como ele deu a volta por cima.
Lembro-me de o ver passear à beira mar e andar quilómetros e quilómetros a pé. Recordo com muito carinho o dia em que ele viu a Beatriz pela primeira vez. O sorriso... o sorriso que nos faz respirar fundo.
Há uns meses o nosso avô sofreu a sua terceira "míni trombose". Levou-lhe a fala, alguns movimentos, mas deixou-lhe o sorriso.
Como ele precisava de assistência 24 horas, decidimos a muito custo que o melhor seria encontrarmos um lar, que o acolhesse e que lhe desse os cuidados médicos que precisa. Foi igualmente difícil a escolha do lar. Lembro-me do meu marido me contar que muitos sítios onde entrou tinham um cheiro que não conseguia sequer descrever. Os sítios que achamos bons são 4 a 5 vezes o valor do colégio da minha filha. Com esforço financeiro da minha sogra escolhemos o melhor.
A adaptação dele ao lar foi maravilhosa. Mais uma vez em poucos dias ele já tinha amigos, já todos falavam dele. A classe feminina então, nem se fala ;-)
Algum tempo depois fomos confrontados com uma doença que para melhorar tinha de fazer um exame (dito por eles) sem riscos nenhuns para o paciente.
A verdade é que depois desse exame ele nunca mais foi o mesmo.
Este fim de semana passamos algumas horas a procurá-lo, fugido do lar e encontramo-lo no hospital. Tinha caído na rua e chamaram a ambulância. Depois dessa situação resolvida, fugiu nessa mesma madrugada das urgências do hospital!
E tem vindo a piorar.
Hoje a ouvir as lágrimas da minha sogra, pensava naquela máxima que tantas vezes ouvimos mas que poucas vezes guardamos o seu verdadeiro sentido.
Devemos viver um dia de cada vez, mas aproveitando ao máximo aquilo que a vida nos dá. Os amigos, a família e o bom que é sentirmo-nos amados pelos nossos entes queridos.
Eu, apenas rezo para lhe voltar a ver e sentir aquele sorriso que sempre inspirou a minha vida.
palavras da
Ana
às
15:46
9
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Etiquetas: doenças
ou artigo de muito pouco interesse para quem não tem filhos!
O verdadeiro artigo da chacha ou da chucha!
Há dois dias, ou melhor na noite antes desta, ouvi novamente a palavra que pensei não ouvir mais. Em tom de lamúria às 3 da matina: _ mãe eu quéio a minha chuchinha...
E o que faz uma mãe às 3 da manhã?
De certo não saca do manual da boa educação e começa a folhear até encontrar a solução para aquele problema. Afinal ela tinha deixado a chucha há dois dias e ainda não tinha pedido por ela. Eu tentei! Disse-lhe: _ Ó filha, tu deixaste a chucha, deitáste-as todas fora. Foste tu. Lembras-te?
Depois dessa frase só me lembro do BUÁAÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Num tom muito alto, gritos, enfim! Às três da manhã. Repito 3 DA MANHÃ!
Depois de mais algumas tentativas frustradas, decidi dizer que tinha uma chucha lá em casa de um menino que me tinha emprestado e pimba, enfiei-lhe aquilo na boca. Foi tiro e queda, 1 milésimo de segundo depois já estava a dormir e eu consegui voltar para a cama.
De manhã, a primeira coisa que ela me disse foi: _ Ó mãe acordei de chucha, mas eu já sou crescida!
Conversamos as duas e disse-lhe que a decisão de largar a chucha tinha sido dela e que eu também achava que ela já não precisa da chucha para nada.
Não falou mais nisso até hoje às quatro e cinquenta da manhã. Repito 4H50m da manhã. Eu apenas lhe disse _ Beatriz chuchas tuas NÃO HÁ e o menino já veio buscar a dele.
Eu quero dormir! MESMO!
E lá se ficou sem ela!
palavras da
Ana
às
13:25
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Etiquetas: a crescer
Queria recordar este dia com menos mágoa, afinal já passaram alguns anos. Mas o tempo, que é tanto nosso amigo, tende a apagar as boas memórias, deixando-as desfocadas, sem sentidos. Não me lembro do cheiro das coisas boas, mas lembro-me do cheiro deste dia mau, tão mau! O pior dia de todos os meus dias.
Hoje inconscientemente foi a primeira coisa em que pensei. Como se o dia fosse um marco do verdadeiro sofrimento.
Faltam-me as lágrimas que ainda tenho e precisava de chorar.
Para sempre, meu amor!
palavras da
Ana
às
12:04
Ontem disseste a mim e ao pai, que já eras "quexida" e por isso, já não precisas de chucha. Logo de seguida deitaste-as todas no lixo.
E pronto. Até agora não as pediste mais.
A ver vamos!
:-)
Adenda: Até agora nada de pedir chucha. Pelo menos em casa e já lá vão duas noites. Vou ligar para o colégio e saber como correu o dia de ontem. Agora anda cá com umas birras que até eu já tive de me conter para não fazer da chucha uma solução!
palavras da
Ana
às
11:51
10
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Etiquetas: a crescer
Ontem ainda dentro do colégio tiveste um ataque de exigências. Chamo "ataque de exigências", quando pedes mais do que duas coisas por segundo e não esperas nada até as conseguires. Quero água, quero bolachas, quero, quero, quero.... Tenho alguma dose de paciência no bolso mas às vezes, quando passas do "ataque de exigências" para o "ataque de agora vou começar a correr por aqui fora, não me apanhas e não saio daqui" eu passo-me. Transformo-me. Acho que fico roxa! O tom de voz aumenta e o sorriso desaparece. Enquanto ralhava contigo lembro-me que nas minhas entrelinhas tu gritavas à janela: ajudem-me, ajudem-me! . Quanto tens saidas destas, não consigo continuar o discurso de mãe zangada, porque ficas simplesmente irresistível.
Às vezes penso no segundo filho. Tenho pensado muito. Vejo-te já menina e percebo que o tempo está a passar. Depois penso que ainda tenho muito tempo. Que ela ainda é muito nova. Que eu não aguentaria mais uns meses sem dormir e más noites que ainda tenho. E o dinheiro e blá, blá. Penso muitas coisas muito seguidas umas que me dizem que sim, outras que me dizem que não. Mas é algo que vem de dentro. Uma chamada... o corpo que faz tic-tac, tic-tac. Claro está que, por cauda disto, tudo o que vejo são grávidas e bebés e conversas sobre o assunto. Sei bem a importância que é ter um irmão. Já tive, já não o tenho e por isso, sei o que é ser filha única e sei o que é ter um irmão. Faz-me falta ainda hoje! Mas continuo a achar que ainda sou muito nova e tenho muito tempo.
Queria dar o salto no trabalho. Atirar-me de cabeça na direcção do que acredito muito. Mas o tempo vai passando e a coragem às vezes fica camuflada na vertigem dos dias. Por isso, há dias que sonho com isso. Sonho com o meu sonho. Talvez não tenha nenhum motivo grave ou suficientemente forte para dar o pontapé. Eu gosto das duas coisas que faço.
Queria praticar algum desporto. Anda a fazer-me falta.
Continuo a pintar, um pouco em cada dia, uma história de cada vez. E faz sentido. Hoje olhei para os meus azulejos da casa de banho e acho que vou largar um bocado a tela.
Não consigo fazer apenas uma coisa de cada vez.
Hoje é dia dos namorados. Não sei porquê, não ligo a este dia. Tenho a sensação de bando, e isso assusta-me. Comemoro, melhor, comemora-mos, mas em casa, no aconchego. Hoje devo ser eu a fazer o jantar. E o papel do não sei cozinhar foi tão bem decorado que agora nunca faço nada de jeito. A vontade não abunda!
Pediste-me para ir ter com o "Calenço" e com a "abó", para ires brincar com a Joaninha. "Ó mãe posso ir ter com o Calenço para ir bincar com a Joaninha, posso? Dá cá um beijinho"
E de tudo o que se passou, a memória que fica é do beijinho que me deste. E depois de outro e mais outro.
(e o coração cheio... )
palavras da
Ana
às
12:16
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Etiquetas: a crescer
_ Sim, bom dia.
_ Olá bom dia minha senhora, a senhora não se importaria que eu fosse urinar nos seus lavabos?
(Aconteceu. Acabou de acontecer. Eu tenho testemunhas. Fiquei de boca aberta!)
palavras da
Ana
às
12:54
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Etiquetas: ai que o meu coração pode parar em qualquer segundo
E alguém se lembra que passados 10 minutos, já não se consegue mexer o maxilar?
Eu acho que nem as pastilhas são o que eram, bolas...
palavras da
Ana
às
12:48
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Etiquetas: nostalgia
... do bom que é o sabor de uma SUPER GORILA?
É que só o facto de ter uma na boca, volto 15 anos atrás no tempo. Isto é quase um momento de meditação.
(para ser perfeito, só falta poder mastigar isto de boca aberta... eheheheh)
palavras da
Ana
às
12:35
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Etiquetas: nostalgia