sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Queria escrever isto sem que se pareça com algo estranho...

... mas sinceramente não sei se é possível.

Gosto de ver pessoas entusiasmadas com o que fazem. Gosto de sentir a energia que se gera, quando alguém explica um projecto, ou uma ideia e realmente acredita naquilo. E gosto de tal maneira que começo a sentir essa energia dentro de mim. Apetece-me produzir, agarrar, criar e fazer algo construtivo.

Acredito que só fazem sentido as coisas que nascem assim, fruto de amor e dedicação.

Ontem senti isso no colégio da minha filha. Senti que o colégio não está parado, estagnado e resignado ao que existe. Sinto que estudam, que pesquisam que querem ser melhor. E isso, para mim, é tão ou mais importante que o resultado em si.

Mas numa apresentação assim consegue-se ver as coisas de diferentes perspectivas, ou melhor, consegue-se sentir as diferenças que existem nas pessoas, nos pais. As diferentes preocupações de cada um. O que acham importante, o que querem dos filhos.

O que eu quero, é que dêem espaço à minha filha, que lhe apresentem soluções para ela se encontrar, para ela explorar, para ela se conhecer. Quero que ela aprenda com erros, mas que experimente, que viva. Quero que saiba ajudar o próximo, que não discrimine, quero que respeite... e depois de tudo isso, quero que seja uma futura boa aluna, etc. Mas mesmo só depois de tudo o resto.

Hoje, talvez por ela ainda ser muito nova, ainda não me preocupa o facto de ela saber ler e escrever. Não me preocupa o facto de vivermos num mundo competitivo. Isso das competições tem muito que se lhe diga!

Há sempre quem fale muito. Quem questione muito. Muitas vezes pelo prazer de dizer qual quer coisa em voz alta, ou apenas por ser do contra... ou porque , ou porque.
Há quem observe calado, há quem fale com o vizinho do lado.
Há quem esteja apenas numa conversa paralela.
Há quem falte.
Há também quem não se interesse.

Para mim, é a decisão mais importante da minha vida. Não é a casa, ou o carro, ou a profissão...

A apresentação do novo projecto fez-me bem (menos ao estômago, porque estava cheia de fome). Fez-me bem por me relembrar o porquê de ter escolhido aquele, como o colégio da minha filha.

Não por causa das instalações, ou por causa de ser um colégio de nome, ou porque fica bem, ou porque, ou porque...

Escolhi-o porque gosto da massa humana. Gosto de pessoas que querem mais e melhor. Que estudem, pensem, transmitam, etc. Gosto de pessoas que têm valores com os quais eu me identifico. Só assim me faz sentido.

E são as pessoas que dão vida a uma casa!

3 comentários:

Liana disse...

:)

Susie disse...

Eu tenho sempre algum receio de falar sobre este assunt, porque receio que me considerem suspeita. Mas desde o início que tenho a melhor das impressões daquela direcção. A A. é uma pessoa espectacular e alguém que tem como missão na vida "educar crianças". Ela observa cada um deles. Tem uma opinião formada sobre cada criança porque se dá ao trabalho de as observar. Este tema dos grupos heterogeneos já foi tema de conversa entre nós e não é por acaso que o H. está na única sala que existe agora no colégio com este método. Ela sabe que eu tenho uma postura muito aberta em relação à educação e que conseguiria perfeitamente perceber as vantagens do método.
Quanto à mente tacanha de algumas pessoas, é algo que me irrita profundamente. Primeiro que tudo acho que todos temos o direito a expressar as nossas opiniões e aquela reunião servia para isso mesmo. Daí a repetir 50 vezes a mesma coisa, monopolizar a conversa e não deixar mais ninguém falar...vai uma distância. Depois, visto que continuava a considerar tudo tão "duvidoso" a vontade que dá é de lhe dizer que a porta da rua é a serventia da casa. Que raio de pai mantém um filho num colégio onde questiona de forma tão veemente as opções pedagógicas? A suposta "preocupação" não passa de show-off, vontade de dar nas vistas e sídroma do novo-rico. Se houvesse verdadeira preocupação pegava na criancinha e punha-o numa escola que utilize métodos tradicionais de ensino. é o que mais falta por ali. É o tipo de pessoas que vai para ali armar-se em bom, em pai super preocupado, quando na verdade em casa deve ignorar o filho à força toda.

Enfim...dava pano para mangas. Mas concordo em absoluto com as vantagens que apresentaram porque as vejo a acontecer todos os dias com o H.

Eu também fico muito feliz quando saio daquele tipo de renuniões ou após uma conversa com a A. Sinto que tudo é pensado e que aquilo está muito longe de ser um depósito de crianças. E isso é bom. Tanto assim é que o H. vai fazer lá o 1º ciclo.

ana disse...

O susana e aquele "sinhor" devia andar com falta de atenção!!!! eu já andava a dizer ao pessoal da frente, para guardar as facas e as pistolas. eheheheh

eu cheguei ao fim sem perceber bem qual era o problema dele!

beijos